João Astolfo: um pioneiro de trilhas e vales

Escola
Escola de Maringá e Maromba realiza 1º Fórum de Debates sobre a Educação
08/11/2015
Exposição Sóis
Exposição de cerâmicas será inaugurada sábado, no Centro Cultural
12/11/2015
Mostrar tudo

João Astolfo: um pioneiro de trilhas e vales

Muitos dos pioneiros do Vale de Santa Clara atravessaram o Rio Preto, vindos da Maromba (RJ) para o lado mineiro da região. Seu João Astolfo, não. Ele veio do Vale do Alcantilado, em Bocaina de Minas (MG). E isso em fins dos anos de 1940, quando toda a região de Visconde de Mauá ainda era bem pouco conhecida e explorada, sendo os lugares mais frequentados a Vila de Mauá, Maringá e a própria Maromba.

Por essa época, o Vale de Santa Clara ainda era local de difícil acesso, com suas trilhas estreitas e caminhos de terra que, nas chuvas, ficavam praticamente intransitáveis. As carroças atolavam na lama, exigindo multiplicados esforços dos animais, em sua maioria mulas, burros e cavalos.

João Astolfo de Paiva é daqueles pioneiros que traçaram muitas das primeiras rotas da região e foi contemporâneo de outros pioneiros da época, como Seu Orlando, Seu Zé Xara, Seu Paulino, Seu Quintino, Seu Osório… todos eles sempre tratados com muito respeito e reverência pelas gerações mais novas.

Os tempos primeiros

Essa gente toda, e mais tantas outras ainda a se falar, construiu os primórdios – aqueles tempos primeiros – do Vale que hoje é conhecido como “o berço das águas”. Gente que criava gado, plantava feijão, milho e mandioca, transportava manadas pelas montanhas, desde o Vale dos Brejos, a Serra Grande até Itamonte, Alagoa, Campina e Aiuruoca.

A história do Seu João Astolfo é bem singular e característica do homem mineiro, boiadeiro e agricultor. Viúvo, acabou de criar os filhos sozinho, trabalhando na roça e no pasto, assim como no tanque de roupas e na cozinha. Na solidão dos grotões da Santa Clara encontrou as forças necessárias à vida, desde sempre abraçado à religião católica. Hoje, ainda com surpreendente vigor, conversa e caminha demonstrando agilidade e excelente saúde física e mental. A dureza da vida parece tê-lo tornado mais forte e resistente.

E é a história desta vida que a Porteira do Mato registra como uma das mais antigas memórias, de um Vale cada vez mais encantado e tornado mais belo pelo trabalho árduo de seus pioneiros. Um deles, João Astolfo de Paiva. A ele a nossa gratidão e reconhecimento.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *