Obra duvidosa do Pórtico de Mauá está parada

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Obra duvidosa do Pórtico de Mauá está parada

Estão totalmente paralisadas as obras do Pórtico do Visconde, na Estrada Parque de Visconde de Mauá, na RJ-163.

Pórtico do Visconde de maua1Se já não havia consenso entre os moradores a respeito da necessidade da obra, agora então as críticas são unânimes em apontar mais um exemplo de desperdício de recursos públicos, pois além de desnecessária a obra está abandonada, com suas instalações já construídas entregues ao lixo e ao capim.

A obra é de responsabilidade do Departamento de Estradas e Rodagem do Estado do Rio de Janeiro (DER-RJ), da Secretaria Estadual de Obras, e seu custo é de R$ 1,7 milhão. Segundo a placa que havia no local, emprega 25 pessoas e nela estão inclusas as obras de construção das Zoopassagens aéreas e subterrâneas – conhecidas pela população como “bichodutos”, já realizadas, a últimas delas em fins de maio do ano passado. Na placa não há nem a data de início e nem a prevista para o final das obras. Será por que?

Segundo contou à Porteira do Mato um arquiteto que trabalhou na construção, ao final do primeiro semestre do ano passado a empresa responsável pela execução da obra parou de receber os repasses e pagamentos do governo estadual. Ele e outros profissionais, inclusive, ficaram sem receber suas remunerações. Muito provavelmente, em razão da escassez de recursos que afeta várias áreas da economia e dos governos, provocada pela crise econômica do país.

Pórtico do Visconde de maua2Para muitos moradores da região, o objetivo do Pórtico do Visconde é cobrar pedágio aos que visitam a região turística, mas também de preservação ambiental. Porém, quem mora na região terá também de pagar? Por sua vez, o turista que visita Visconde de Mauá e já paga alguns pedágios na Via Dutra, com a criação de mais um, terá interesse na viagem ou procurará outros roteiros? E qual o impacto que a cobrança terá no preço das passagens dos ônibus que atendem a região – vão aumentar?

Não bastassem esses questionamentos, há um outro porém: quem conhece a região, para escapulir do pedágio da Estrada Parque é só subir a Serra do Eme. Chega-se ao mesmo destino, por estradas vicinais e acessos pouco conhecidos, mas de extrema beleza, com cachoeiras, rios, penhascos e o comércio de Vargem Grande (atual Pedra Selada), antes da subida da serra.

Sendo assim, o projeto de construção do Pórtico do Visconde fica ainda mais vulnerável. Provavelmente, empresário de sucesso como o foi, se estivesse entre nós Irineu Evangelista de Souza – o Visconde de Mauá, também questionaria a obra.

1 Comentário

  1. Marcelo Brito disse:

    A falta de informação entre a população local sobre o empreendimento já é algo comum. A direção da associação comercial de turismo, é a única que recebe alguma satisfação, e mesmo assim ela não repassa nem para seus associados (reclamação comum entre os associados).

    Faltou dizer que no local desta obra também não constam outras informações, além das datas de início e término, que também são obrigatórias por lei. Qual a empresa responsável? Quem é o engenheiro responsável? Quem é o autor do projeto?

    A razão de tanto silêncio é simples, quanto mais gente informada, mais gente vai opinar sobre o que deve, ou não ser feito, além de como que deve ser feito. E aí, os “sabe tudos” (SEOBRAS, SEBRAE, DER-RJ, associações, UERJ, etc …), não querem saber da opinião dos outros. A frase célebre utilizada pelos chefões da associação comercial é: “A massa já está na boca do forno. Não é hora de discutir a receita”. Foi assim com o projeto da estrada, a instalação do asfalto, com o projeto de reforma das vilas, bichoduto, compensações ambientais, etc…

    Depois, quando aparecem denuncias na justiça ficam fazendo cara feia e reclamando do atraso ao “progresso” e “desenvolvimento” da região.

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