Obras do Pórtico de Mauá foram retomadas pelo DER

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As obras de construção do Pórtico de Mauá foram retomadas pelo Departamento Estadual de Estradas e Rodagens (DER-RJ) desde fins de abril, após terem ficado paralisadas por quase um ano, supostamente por falta de recursos para pagamento da empresa responsável pela sua execução.portico01

Diferentemente das demais fases de execução da obra, desta vez não há qualquer placa informativa com os dados de seu custo, o nome da empresa e o prazo de sua conclusão. A obra teve início em 2011, sob a responsabilidade da empresa Norenge Empreendimentos Imobiliários Ltda., ao custo de R$ 1.415.000,00 e um prazo de 180 dias, conforme indicava a placa da obra. Além do Pórtico, esse custo incluiu também a construção de zoopassagens aéreas e subterrâneas, para proteção e circulação dos animais terrestres e os que circulam na copa das árvores, cportico02onhecidas pelos moradores como “bichodutos”. 

Veio uma primeira paralisação e, na segunda fase de construção, em meados de 2014, a retomada dava mostras de improvisos, com a placa sendo substituída por uma faixa de plástico, que acabou rasgando e desaparecendo quando a obra paralisou outra vez. Nesta faixa constavam informações como o custo, que subira para exatos R$ 1.703.742,65, ou seja, quase portico03R$300 mil a mais, empregando 25 pessoas, mas sem indicação do nome da empresa construtora e nem do prazo.                                                                                                     

A nova retomada da obra não tem, até agora, nenhuma placa informativa. Mas vê-se que há trabalhadores e é possível supor que, em breve, seja colocado o telhado sobre o pórtico, cobrindo as estruturas metálicas que foram erguidas nessas últimas semanas. Falta saber se, desta vez, a obra será concluída, e a qual preço.

 

 

Obra polêmica

O Pórtico de Mauá é, a princípio, um portal de entrada na região que, ao mesmo tempo em forneça informações turísticas também controle o acesso à Estrada Parque, no sentido de impedir o ingresso de caminhões e veículos de carga com peso e altura acima dos seus limites.

A Estrada Parque se constitui na maior parte da RJ-163, cujo início é no entroncamento com a Via Dutra. Ela atravessa a Serra da Pedra Selada, ligando a Capelinha, situada depois das entradas e Penedo e Serrinha, à Vila de Visconde de Mauá, onde termina. Ali ela se encontra com a RJ-151, que por sua vez vai da Maromba até a Ponte do Souza, na localidade de Bagagem, em Resende (RJ), dportico04ivisa com Bocaina de Minas (MG).

A construção do Pórtico de Mauá é polêmica e para muitos moradores o objetivo é cobrar pedágio de acesso à Serra da Pedra Selada e à região de Visconde de Mauá, Maringá e Maromba. O que, se ocorrer, irá encarecer a visitação e o turismo da região. No próprio vídeo de divulgação produzido pela Secretaria Estadual de Obras, quando da inauguração da Estrada Parque, em dezembro de 2011, o texto do narrador faz referência a uma taxa de contribuição ambiental. O que seria essa taxa? Fica a pergunta.

Foto: Diogo Moreno

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