“O Brasil e seu Supremo Tribunal se arrependem de como, mais uma vez na história republicana brasileira, foi tentado um golpe, atacando as instituições e a democracia, com o objetivo de estabelecer uma ditadura”. Isso foi afirmado pelo juiz da Suprema Corte do Brasil Alexandre de Moraes lendo seu relatório final ao julgamento contra o ex -presidente Jair Bolsonaro, que corre o risco de mais de 40 anos de prisão por ter conspirado – de acordo com a acusação – a fim de impedir a liquidação de seu sucessor Luiz Inácio Lula Da Silva, vencedor das 202.
“As instituições mostraram sua força e resiliência”, acrescentou De Moraes. O Alto Magistrado especificou que “a pacificação do país depende do cumprimento da Constituição, da aplicação das leis e do fortalecimento das instituições, não sendo capazes de se confundir com a impunidade”, que acabariam “incentivando novos tiros estatais”.
O Presidente da Suprema Corte do Brasil (STF) Luís Roberto Barroso definiu o início do julgamento contra Bolsonaro, uma “necessidade institucional de colocar um ponto final na história dos golpes do Estado e tenta quebrar a legalidade” no país.
Falando no centro de estudos dos advogados (CESA) em San Paolo, Barroso lembrou que a história política contemporânea brasileira é de fato marcada por repetidas fraturas institucionais “desde o início da república” em 1889 “, até o golpe militar de 1964”.
Para o Alto Magistrado, o procedimento contra Bolsonaro e os outros sete réus, indicado pela acusação como o cume da organização criminosa armada que teria tentado impedir a liquidação de Luiz Inácio Lula da Silva, será usada para “eliminar a idéia de que aqueles que perdem as eleições podem tentar um desperdício sem respeitar as regras.
Segundo Barroso, a pacificação política do país permanece complexa para os “momentos de tensão” vinculados ao julgamento em andamento e aos procedimentos contra as centenas de envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023 aos edifícios do poder do Brasil. “O ex -presidente Bolsonaro teve 49% dos votos, por isso é inevitável que haja tensão ou oposição ao que a Suprema Corte está fazendo”, concluiu.
Bolsonaro não estará presente na abertura do julgamento antes da primeira seção da Suprema Corte de Verdeoro. Isso foi relatado pelo site da CNN Brasil, citando seus advogados Celso Vilardi e Paulo Cunha Bueno. A defesa de Bolsonaro explicou que o ex -presidente, em prisão domiciliar, queria aparecer na sala de aula na abertura do julgamento na terça -feira, 2 de setembro, mas que, devido às suas condições de saúde, não será possível.
Bolsonaro, que corre o risco de até 43 anos de prisão, seguirá as audiências na TV, como a maioria dos outros sete co -defensores do ‘Núcleo 1’ chamado, a saber, o cume da alegada organização criminosa armada, incluindo ex -ministros, generais e estreitos colaboradores de Bolsonaro na época dos Facts. Dei Sette, até agora, apenas o ex -ministro da Defesa, Paulo Sérgio, Nogueira, confirmou sua presença na sala de aula, enquanto outros, incluindo o vice -presidente candidato em 2022, o general Braga Netto (sob prisão domiciliar desde dezembro passado) e o ex -ministro da Justiça, Anderson Torreres, participará de remota de casa.
O julgamento, que deve durar até 12 de setembro, inclui cinco dias de audiências perante os juízes da Suprema Corte Cristiano Zanin, Cámen Lúcia, Luiz Fux, Alexandre de Moraes e Flávio Dino.
A história
Para Bolsonaro, é a hora do veredicto, seu destino será conhecido em breve. É uma história que fecha dois anos de tensões, abrindo uma nova fase política, especialmente para o direito brasileiro, do qual o líder permanece.
O processo judicial sem precedentes representa um duplo desafio para a democracia do país sul -americano devido ao contexto internacional marcado pela guerra comercial lançada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que queria escavar um papel de liderança na delicada passagem histórica com a imposição de deveres punitivos contra a Brasilia, denunciando uma perseguição política contra a antiga anti -Tropics. Com os analistas concordam em considerar a condenação como o cenário mais provável, o governo de Lula liderou os temores de possível nova retaliação por Washington.
Aos 70 anos, Bolsonaro corre o risco de mais de 40 anos de prisão por ter conspirado, de acordo com a acusação, para garantir “controle autoritário do poder” e impedir a líder da esquerda Luiz Inácio Lula da Silva, vencedor das eleições de 2022. A operação falhou acima de tudo por falha em apoiar as forças armadas. No castelo acusatório, os investigadores listam uma série de ações coordenadas: manobras legais, uso da força e até um plano que previa o assassinato de Lula e o juiz da Suprema Corte Alexandre de Moraes, agora acusador de Bolsonaro e, portanto, afetado diretamente pelas sancionas dos EUA da magnita lei.
O julgamento testa o futuro político do direito brasileiro que, de acordo com o influente pastor evangélico e conselheiro de Bolsonaro, Silas Malafaia, considera o ex -presidente “já condenado”. Oficialmente, o bloco conservador permanece compacto na defesa do ex -capitão e no compromisso parlamentar de pedir a anistia. No entanto, nos bastidores – a mídia local diz – muitos esperam o resultado entender quem pode coletar a enorme base eleitoral em vista das eleições presidenciais de 2026. Mesmo no caso de absolvição ou anistia, Bolsonaro permanece inelegível até 2030 por uma condenação ligada às acusações – sem evidências – contra o sistema de votação eletrônico.
A tensão é alta. Carlos Bolsonaro, um dos filhos do ex -presidente, acusou os “ratos” interessados em herdar o capital político de seu pai nas mídias sociais. Entre os números de subida, Tarcísio de Freitas, governador de San Paolo, listado como um candidato em potencial para a presidência, se destaca. Sua cautela à guerra comercial com Washington lhe rendeu as críticas a Eduardo Bolsonaro, outro filho do ex -chefe de Estado, ativo desde março nos Estados Unidos para levar Trump a impor sanções contra o Brasil. Uma medida impopular no Brasil que – de acordo com grandes setores do direito que encontram confirmação nas pesquisas – acabaram fortalecendo Lula.
Brasil blindado
Brasília aparece cada vez mais blindada 24 horas após o início do julgamento contra o ex -presidente Jair Bolsonaro pela suposta tentativa de golpe. O dispositivo de segurança da capital federal brasileira está concentrado em torno da Piazza Dei Tre Powers, que abriga os escritórios do Parlamento, Presidência e Suprema Corte, onde a fase decisiva de um político e precedentes judiciais abrirão a partir de amanhã.
Desde ontem de manhã, as forças policiais presidiam a praça, onde as barreiras de contenção foram instaladas, enquanto a proibição de eventos permanece em vigor. Os contingentes da polícia militar do Distrito Federal e da Guarda Nacional foram fortalecidos por agentes de outros estados, enquanto um grupo de policiais judiciais presidia de dentro da sede do tribunal, pronta para intervir em caso de emergência. Droni com visão noturna está voando ontem a área central da capital, enquanto o exército anunciou “tolerância zero” em relação a qualquer atos perto da sede, a seis quilômetros do centro.
As autoridades militares tiveram reuniões com o Secretariado de Segurança Pública do Distrito Federal para coordenar as medidas nos próximos dias. O medo, o relatório da mídia local, é que os apoiadores do ex -líder de certo hoje no bar podem se reunir em frente ao quartel ou nos edifícios do poder, como aconteceu nas horas que antecederam o ataque de 8 de janeiro de 2023, considerou o ato final da suposta tentativa por golpe, com o objetivo de impedir a liquidação de Luiz Inácio Lula da Silva.