Da frota aos mísseis, o Exército dos EUA no terreno contra o Irão: poder de fogo devastador

O imponente Exército de Donald Trump a caminho do Médio Oriente, em grande parte já implantado na área, tem um poder de fogo devastador e, no papel, também goza de sistemas defensivos adequados para responder à anunciada retaliação do regime do Aiatolá no caso de um ataque americano à República Islâmica Iraniana.

OS SOLDADOS

As forças dos EUA no Médio Oriente estão a seguir as directivas do Centcom, o comando central dos EUA liderado pelo almirante Brad Cooper, que nas últimas semanas chegou à região, parando em Tel Aviv, o outro alvo provável de uma resposta militar Pasdaran. A força é estimada entre 40 mil e 50 mil soldados espalhados por bases no Catar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia, Arábia Saudita, Egito e Omã. A eles se somam os quase 6 mil efetivos do grupo de batalha do porta-aviões USS Abraham Lincoln.

OS NAVIOS

Existem cerca de dez navios de guerra navais e incluem o esquadrão Lincoln, que também tem a bordo os F-35cs stealth de última geração, os destróieres USS McFaul, USS Mitscher, USS Roosevelt e seis outros navios de guerra de classes menores. Ontem, o destróier de mísseis teleguiados USS Delbert D Black foi localizado pela última vez enquanto navegava pelo Canal de Suez em direção ao Golfo. Somados a essa força massiva estão os submarinos de ataque nuclear.

OS AVIÕES

As forças aéreas na área não são especificadas: os movimentos dos caças F-15 e de dezenas de aviões de carga e abastecimento que chegam ao Médio Oriente foram monitorizados, enquanto aviões espiões e drones foram observados em locais de rastreio. Pelo que sabemos, a Casa Branca pode contar com F-15E Strike Eagles, F-22 Raptors, F-35, MQ-9 Reapers, RC-135W Rivet Joint, RQ-4 Global Hawk em bases nos Emirados Árabes Unidos e no Qatar. Os bombardeiros B-2, utilizados no ataque às instalações nucleares iranianas após um voo recorde proveniente dos Estados Unidos, poderão ser mobilizados dentro de horas. Cada bombardeiro stealth B-2 (os EUA têm 21) pode transportar duas bombas destruidoras de bunkers de 30.000 lb (1.360 kg), capazes de atingir uma profundidade de cerca de 60 metros.

OS MÍSSEIS

Depois há o arsenal de mísseis a ter em conta: na frente ofensiva estão disponíveis mísseis de cruzeiro Tomahawk, que podem ser lançados a partir de navios e submarinos, munições guiadas com precisão de aeronaves para atingir defesas aéreas, locais de mísseis, centrais nucleares, para não mencionar os sistemas Aegis. Os Estados Unidos pretendem então implantar um ou mais sistemas de defesa antimísseis Thaad: sigla para ‘Terminal de defesa de área de alta altitude’, consiste em seis lançadores de foguetes com 8 mísseis cada, uma estação de radar, uma estação de controle de fogo e uma estação de abastecimento. Os mísseis interceptadores do sistema têm um alcance de 150 a 200 quilômetros.

Felipe Costa