Mais forte que tudo, as lesões, as dores, o clima adverso. Flora Tabanelli conquista o bronze no esqui estilo livre Big Air, apesar de uma lesão no ligamento do joelho há alguns meses. Apenas a canadense Megan Oldham e a superestrela chinesa Eileen Gu a venceram no degrau mais alto do pódio. É uma medalha histórica, a dois pontos e meio do ouro: para a Itália é a primeira na especialidade e a vigésima terceira em Milão Cortina, com recordes que continuam a ser destruídos dia após dia.
Os olhos de Flora brilham. Há três meses ele estava internado aguardando o diagnóstico após uma lesão, com medo de perder as Olimpíadas em casa. E em vez disso, hoje surge um teste que beira a perfeição. Zero erros, poucos erros. Um resultado nascido da estratégia – a decisão de pular o slopestyle foi acertada -, da determinação e da determinação, que se assemelha muito aos triunfos de Federica Brignone.
A novidade da final: um crescendo tricolor
A italiana, atual campeã mundial, abre a final da melhor maneira possível: seu primeiro salto vale 90 pontos e já está no pé do pódio. Na segunda bateria ela marcou 84 pontos e subiu uma posição, antes de um salto de Gu que a derrubou. Tabanelli precisa de uma **manobra perfeita na última corrida**. Que chega justamente (é a pontuação mais alta de toda a noite), tirando assim o bronze do pescoço de Kirsty Miur.
E o Livigno Snow Park explode com estrondo. O desempenho da outra italiana também foi positivo: **Maria Gasslitter**, em sua segunda final em poucos dias, terminou em nono. É a primeira vez que o Freeskiing italiano sobe ao pódio olímpico: o melhor resultado foi o quinto lugar de Leonardo Donaggio em Pequim 2022.
Condições extremas e taxas fixas em Livigno
Uma corrida em condições muito difíceis. A neve e o vento estão fortes em Livigno desde as primeiras horas da madrugada e a corrida foi adiada duas vezes, antes de começar com mais de uma hora de atraso (em vez de). A certa altura parecia mesmo que a final teria de ser adiada para os dias seguintes.
Condições difíceis que não permitiram que Anouk Andraska e Mathilde Gremaud (ouro há poucos dias no Slopestyle) participassem na final. Ambos, aliás, caem durante o treino e se machucam; Andraska sofre uma lesão no pulso, enquanto Gremaud sofre um problema no quadril.
O triunfo da família Tabanelli
Mas é a noite perfeita para Tabanelli. Não foi uma grande Olimpíada para seu inseparável irmão Miro – ele foi eliminado duas vezes nas eliminatórias – mas esse bronze torna os Jogos mágicos para toda a família.