Um grande Malen não é suficiente para a Roma, Allisson dá o empate ao Napoli

Nápoles-Roma 2-2
GOLS: 7′ pt Malen, 40′ pt Spinazzola, 26′ pt Malen (rig), 37′ pt Alisson Santos.
NÁPOLES (3-4-2-1): Milinkovic-Savic 6; Rrahmani 5 (25′ Alisson Santos 7), Buongiorno 5,5, Beukema 6; Gutierrez 5, Lobotka 6, Elmas 6,5 (34′ st Gilmour sv), Spinazzola 6,5 ​​(25′ st Olivera 6); Politano 6 (39′ Mazzocchi sv), Vergara 5,5 (34′ Giovane 6,5); Hojlund 6. No banco: Meret, Contini, Lukaku. Treinador: Conte 6.5.
ROMA (3-4-2-1): Svilar 6,5; Mancini 6,5, Ndicka 7, Ghilardi 6; Celik 5,5, Cristante 6, Pisilli 6 (20′ El Ayanoui 6), Wesley 7 (27′ Tsimikas 5,5); Pellegrini 5,5 (20′ Venturino 5,5), Zaragoza 6 (1′ Soule 6); Malen 8 (27′ Vaz 6). No banco: De Marzi, Gollini, Rensch, Angelino, Ziolkowski, Della Rocca. Técnico: Gasperini 6,5.
ÁRBITRO: Colombo de Como 6.5.
NOTAS: Noite nublada, terreno em excelente estado de conservação. Reservado: Mancini, Rrahmani. Cantos: 2-1. Tempo de recuperação: 2′ pt; 4º.

Napoli e Roma não decepcionaram as expectativas, proporcionando emoção sem fim no grande jogo de domingo da Série A. No “Maradona” os Giallorossi chegaram à liderança duas vezes graças a um transbordante Malen, mas a equipe de Antonio Conte respondeu golpe por golpe e com Spinazzola e Alisson Santos conseguiram conquistar um ponto precioso para manter a equipe Capitolina à distância na classificação. O Napoli ainda está em situação de emergência e sem McTominay, a Roma sem Dybala e com um Soulé que não está no seu melhor a partir do banco. Depois apareceu Gasperini, titular do Zaragoza desde o primeiro minuto, e o espanhol – juntamente com o outro avançado de inverno Malen – marcou o golo inaugural logo aos sete minutos. Ndicka inicia o contra-ataque antecipando-se a Vergara, Pisilli serve em profundidade o antigo jogador do Bayern que coloca na área para encontrar o avançado holandês que antecipa o seu compatriota Beukema com um remate imparável de pé direito para Milinkovic-Savic. A pressão total dos Giallorossi prejudica a equipe de Conte, que arrisca pelo menos mais algumas vezes durante a primeira meia hora, sempre com Malen que é uma constante pedra no sapato do trio defensivo napolitano. O Nápoles que, apesar de gerir a posse de bola, não consegue encontrar brechas na retaguarda adversária, pelo que aos 40 minutos Spinazzola decide ir sozinho e tentar de fora. O desvio de Pisilli foi decisivo para enganar Svilar e o empate foi subitamente restabelecido para 1-1 antes do intervalo.

Os donos da casa voltam a campo para o segundo tempo com outra atitude e depois de alguns segundos é Spinazzola quem volta a ameaçar, mas Svilar se estica e defende seu chute diagonal de perto. O ritmo parece abrandar, deixando espaço para cerca de vinte minutos onde a táctica reina suprema. Pouco antes dos 70 minutos, mais uma jogada inteligente de Malen lança Wesley para o campo aberto e Rrahmani não consegue se recuperar, a não ser esmagando-o na área. Ambos acabam se lesionando na ocasião e são obrigados a abandonar o campo. Pênalti para a Roma: Soule deixa a cobrança de pênalti para Malen e o holandês não se deixa hipnotizar por Milinkovic-Savic, marcando seu quinto gol em outros tantos jogos. Porém, o ex-jogador do Aston Villa não é a única contratação a exibir-se, pois aos 82 minutos o jogo toma um novo rumo, com a dupla Giovane-Alisson Santos a combinar para um novo empate. O Napoli tenta de tudo, Gutierrez no último minuto dos acréscimos tenta um chute que valeria a pena, mas Svilar rejeita e sela o placar em 2-2. A Roma, portanto, não consegue liderar a classificação, com o Napoli, aos 50 anos, mantendo uma vantagem de três pontos sobre Mancini e seus companheiros, aos 47, +1 sobre a quinta colocada Juventus.

Felipe Costa