Antes de Camp Singara, em Erbil, houve ataques há poucos dias à base de Ali al Salem no Kuwait, enquanto há alguns anos a base italiana da Unifil no Líbano também tem estado no centro das tensões entre as FDI e o Hezbollah. Fora do atual conflito no Médio Oriente, data de 2024 o último episódio envolvendo soldados italianos em ataques que colocaram as suas vidas em risco: dois foguetes, lançados por milicianos xiitas, atingiram a base de Shama, no sul do Líbano, onde naquela altura operava a brigada Sassari. Um dos mísseis caiu no abrigo e quatro soldados – atingidos por cacos de vidro e pedra – ficaram levemente feridos. Outro foguete explodiu perto da ‘Casa Italià, um prédio usado como pizzaria. Nada comparado com os ataques direccionados de anos anteriores noutros países vizinhos do Médio Oriente.
Os precedentes no Afeganistão e no Iraque
Em 2012, no Afeganistão, vários morteiros foram disparados contra a base italiana “Ice” no distrito de Gulistan, no sector sudeste da região de Farah. O sargento-mor Michele Silvestri, 33 anos, perdeu a vida, enquanto outros cinco soldados ficaram feridos, dois deles gravemente. Menos de dez anos antes, o massacre de Nassiriya ocorreu em 12 de Novembro de 2003, quando a base policial de Maestrale foi atingida por um ataque terrorista durante a guerra no Iraque. A explosão causou a morte de vinte e oito pessoas, incluindo dezenove italianos (doze carabinieri, cinco soldados do exército e dois civis), bem como várias vítimas iraquianas. Este acontecimento representa um dos ataques mais graves sofridos pelas Forças Armadas italianas desde o final da Segunda Guerra Mundial: não é por acaso que o dia 12 de Novembro foi considerado a data simbólica em que se celebra todos os anos o Dia da Memória dedicado aos caídos, militares e civis, em missões internacionais de manutenção da paz.