A tensão no Médio Oriente não diminui. Mohammad Bagher Ghalibaf, o poderoso presidente do Parlamento iraniano, emitiu um aviso direto e brutal aos Estados Unidos e a Israel através de uma publicação na Plataforma
A linha vermelha de Teerã
“Qualquer agressão contra o solo das ilhas iranianas quebrará todas as restrições”, disse Ghalibaf. As palavras do líder iraniano não deixam espaço para interpretações diplomáticas: “Abandonaremos toda moderação e deixaremos o sangue dos invasores fluir para o Golfo Pérsico”. Embora Ghalibaf não tenha especificado quais ilhas estão na sua mira, o contexto estratégico aponta para um alvo sensível. Segundo um relatório da Axios, que cita fontes oficiais dos EUA, a hipótese da captura da ilha de Kharg – um centro vital para as exportações de petróleo da República Islâmica – estaria “na mesa” das opções militares caso o conflito degenerasse ainda mais.
A promessa do filho de Khamenei
“Prometemos ao falecido Líder Supremo” Ali Khamenei “que seguiremos o caminho e faremos o nosso melhor para continuar o que fizemos no passado e peço a todos os diferentes líderes políticos do Irão que façam o seu melhor para mostrar unidade.” Mojtaba Khamenei disse isto no seu primeiro discurso como novo Líder Supremo do Irão após a morte do seu pai, Ali Khamenei.
Crime na instalação nuclear de Fordow
Para tornar o cenário ainda mais incandescente é uma notícia do canal de TV pública israelense Kan. Citando uma reportagem saudita, a emissora noticiou uma forte explosão ocorrida dentro da usina nuclear de Fordow, um dos locais mais protegidos e sensíveis do Irã, localizado nas profundezas de uma montanha para resistir a ataques aéreos. Se confirmado, o incidente de Fordow poderá representar um ponto sem retorno.
A combinação das ameaças de Ghalibaf e da possível sabotagem nas instalações atómicas sugere que a estratégia de “pressão máxima” está a levar toda a região à beira de uma guerra aberta, onde a geografia do Golfo e das suas ilhas se torna a nova e muito perigosa frente.