Roland Garros, Cobolli e Itália na história: vence Auger-Aliassime por 3 a 1 e dá semifinal totalmente italiana. No domingo uma seleção italiana jogará pela Copa

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Super Cobolli coloca o tricolor na final de Roland Garros. Está escrito como França, mas lê-se como Itália! O Transalpine Slam, mais uma vez, consagra os tenistas italianos. E dizer que o azar (fora de Musetti, bloqueio repentino de Sinner e nocaute de Darderi) tirou de circulação o melhor terraioli da nossa casa, deixando a tarefa para um trio – por assim dizer – como reserva. Por assim dizer, justamente porque o trio de mosqueteiros azuis proposto aos pés da Torre Eiffel em 2026 é Cobolli – fixado no Top 20, mas agora destinado ao Top 10 – o regresso – em todo o seu esplendor – Berrettini e Arnaldi, outro que ao ver a areia vermelha ataca como os touros. No entanto, até poucos dias atrás, ninguém imaginaria o que, graças ao merecido sucesso de retorno de Cobolli sobre o canadense Auger-Aliassime, se concretizou: a Itália terá um finalista em Roland Garros pelo segundo ano consecutivo. E isso porque a semifinal vencida pelo tenista Capitolino será disputada contra o vencedor do clássico marcado para esta noite: Berrettini-Arnaldi. Uma época de ouro do nosso tênis, que não para nem no reinado de Nadal. Nem mesmo sem os três terraioli azuis mais fortes.

A partida vencida por Cobolli

No primeiro set Cobolli começa muito forte e começa com uma pausa, mas o canadense devolve imediatamente e a partida volta ao equilíbrio. No último escanteio do set, Auger-Alissime aproveita algumas indecisões do azul e acerta o nocaute (6-4). No segundo set, o equilíbrio parece inclinar-se claramente para o Canadá (Auger 3-1 e saque), mas nesse ponto o tenista romano começa a remar e a rebater como só ele consegue fazer e o set surpreendentemente desce até 6-4 que vale 1-1.

A inércia do terceiro set parece inclinar-se para o Canadá, mas o atleta italiano luta como um leão: três break points anulados no quarto game e o jogo levado para casa (2-2). Aí o set segue no limite do equilíbrio, até o sétimo game, quando Cobolli quebra novamente o saque do adversário e leva para 4 a 3, defendendo arduamente o próximo turno de saque (três bolas de contra-ataque anuladas). Aí Auger-Aliassime defende o saque mas não consegue fazer nada na hora de devolver e Cobolli fecha 6 a 4 e sai na frente em 2 a 1!

No quarto e potencialmente decisivo set, depois de um equilíbrio substancial (2-2), desta vez Cobolli coloca a pata quebrada na primeira oportunidade útil levando para 3-2 e sacando. Depois, Auger resiste o máximo que pode, segurando sempre o saque, mas Cobolli faz o mesmo, fechando 3 a 1 e abrindo as portas para um clássico totalmente azul da semifinal, com a certeza dada à Itália de estar presente no domingo, na final.

Felipe Costa