A Itália recomeça com Pio Esposito: a última da seleção juvenil de Baldini é uma vitória na Grécia

Grécia-Itália 0-1
GOLS: 18′ Esposito.
GRÉCIA (3-4-1-2): Vlachodimos 6,5; Retsos 5,5, Hatzidiakos 6, Koulierakis 5,5 (1ª Rota 6); Vagiannidis 5 (31º Tetteh 6,5), Triantis 5,5 (17º Androutsos 6), Mouzakitis 6 (31º Zafeiris 6), Kiriakopoulos 6 (17º Tsimikas 6); Tzolis 6,5 (43º Pavlidis 6,5); Masouras 5 (17º Kyziridis 6), Douvikas 5,5 (43º Kostoulas sv). No banco: Tzolakis, Mandas, Mavropanos, Kourbelis, Kontouris, Ntoi. Treinador: Jovanovic 5.5
ITÁLIA (4-3-3): Donnarumma 6,5; Ahanor 6 (1º Mane 6,5), Comuzzo 7 (10º Reggiani 5,5), Chiarodia 7, Bartesaghi 7; Pisilli 7, Lipani 6,5 (29º Dagasso 6,5), Ndour 7; Koleosho 7 (42º Faticanti sv), Esposito 7,5 (42º Camarda sv), Ekhator 6 (1º Fini 6,5) (29º Favasuli 6,5). No banco: Daffara, Palmisani, Fortini, Cacciamani, Berti, Inácio. Técnico: Baldini 7.
ÁRBITRO: Yigal Frid (Israel) 6.
NOTAS: terreno em bom estado. Reggiani foi expulso aos 23 minutos por falta em clara oportunidade de gol. Reservado: Lipani, Ahanor, Favasuli. Cantos 1-3. Recuperação 3’pt, 5’st.

HERAKLION (GRÉCIA) – Duas vitórias em duas. A Itália também vence na Grécia: o resultado final é 1-0, mais uma vez Pio Esposito decidiu a partida. O ciclo dos dois amistosos dos Azzurri chega ao fim, aguardando o novo presidente da FIGC e o novo comissário técnico que assumirá o comando da seleção nacional tendo em vista a próxima Liga das Nações, que terá início em setembro. Mas os sinais positivos vieram da jovem Itália construída para a ocasião por Silvio Baldini. Antes do pontapé de saída, foi observado um minuto de silêncio por Marios Oikonomou, o futebolista grego que morreu num acidente de viação nos últimos dias e em Itália vestiu as camisolas, entre outros, do Bologna e da Sampdoria. O treinador interino, Baldini, confirmou nove décimos da escalação contra o Luxemburgo, as únicas alterações dizem respeito ao extremo direito – Ahanor no lugar de Favasuli – e ao tridente de ataque, com Ekhator a substituir o lesionado Cherubini (distensão muscular). Os donos da casa responderam com um 3-4-1-2, com Tzolis no meio-campo ofensivo e Masouras no apoio a Douvikas, protagonista deste ano com a camisa do Como. A equipa de Jovanovic aumentou imediatamente o ritmo, a primeira incursão perigosa foi a do próprio Douvikas, porém fechada por Comuzzo.

Dois minutos depois, aos 18, a Itália voltou a ganhar vantagem com Pio Esposito: o camisa 9 controlou a bola na área, o desvio de Hatzidiakos enganando o goleiro foi decisivo. O avançado do Inter marcou o seu quinto golo em nove jogos pela Itália. Os azzurri jogaram com mais tranquilidade do que na primeira parte frente ao Luxemburgo, com padrões de jogo diferentes expressos pelos jovens sub-21 convocados por Silvio Baldini. No segundo tempo, Koleosho voltou para a esquerda, com Fini no lugar de Ekhator: logo após o primeiro toque, o então atacante do Paris FC, emprestado pelo Burnley, acertou na trave, quase duplicando a vantagem. Aos 10 minutos do segundo tempo, Comuzzo saiu devido a um problema muscular na panturrilha, em seu lugar estava Reggiani, 17º estreante na seleção nacional. A Grécia teve dificuldades para criar oportunidades, os azzurri conseguiram sem forçar e tentando aplicar os princípios táticos de Baldini. A primeira partida de Reggiani com a camisa azul durou 13 minutos: aos 23 minutos o zagueiro do Dortmund foi expulso por falta de último homem. Nos minutos finais o jogo ficou mais difícil, a Itália – considerada o homem menos – tentou defender o 1-0, a Grécia tentou afundar para encontrar o empate.

Aos 39 minutos, Zafeiris chutou de primeira intenção, mas o meio-campista do Paok acertou a trave. Aos 41 minutos, Favasuli respondeu, mas o chute foi desviado para escanteio por Vlachodimos. Faticanti também se estreou tarde, a Grécia esteve perto de empatar com Pavlidis, com a defesa de Donnarumma a ser decisiva.

Felipe Costa