Massacre de trabalhadores em Amendolara, hoje familiares vão pedir repatriação formal dos corpos

Hoje, 10 de Julho, será enviado à Protecção Civil o pedido formal de repatriamento dos corpos dos quatro trabalhadores vítimas do massacre de Amendolara. O envio do pedido pelos familiares das vítimas, acolhidos temporariamente por uma associação de Cassano dello Ionio, acontecerá graças à mediação cultural oferecida por Flai CGIL e Cidis, que apoiam os familiares dos trabalhadores estrangeiros falecidos no dia 1º de junho no incêndio de uma minivan no posto de gasolina da rodovia estadual 106.

De facto, os resultados dos testes de ADN, úteis para a identificação oficial das vítimas, foram notificados no sábado. As investigações foram ordenadas pela Promotoria Castrovillari, que investiga a morte dos trabalhadores. O departamento de Proteção Civil irá gerir o repatriamento dos corpos, por ordem do município da Calábria, que também suportará os custos. Para o efeito, o Conselho Regional aprovou uma alteração ao orçamento através da criação de um capítulo específico de despesas que atribui verbas de 100 mil euros.

A Protecção Civil está a concluir os trâmites para a cedência do serviço de transporte de caixões que se realizará através de um voo de carga para o Afeganistão e o Paquistão, países de origem dos quatro trabalhadores. Os familiares aguardam, portanto, o regresso dos seus familiares; seguindo os corpos estará o primo de uma das quatro vítimas que será embarcada em um voo regular para o Afeganistão. A Proteção Civil irá também gerir a viagem de regresso aos países europeus de residência dos restantes familiares, que chegaram à Calábria para permitir a identificação dos corpos. Pelo que apuramos, o processo demorará mais alguns dias por se tratar de uma atividade administrativa particularmente complexa.

Felipe Costa