Um médico ortopedista do hospital de Crotone foi condenado a indenizar a empresa de saúde por negligência grave. Em 2017, um paciente vítima de um ataque violento chegou ao pronto-socorro de Crotone. Ele foi diagnosticado com uma fratura na fíbula direita. Ele foi mandado para casa engessado. Na consulta de acompanhamento o paciente queixou-se de desconforto e dor. Mesmo nesse caso, porém, o médico não deu mais detalhes. Poucos dias depois, porém, o paciente voltou ao hospital com febre e vômitos. Exames posteriores revelaram piora da ferida com aparecimento de bolhas, edema e, por fim, fístula com resultado positivo para Staphylococcus aureus. Nessa altura, o homem tinha assinado a sua demissão e, contrariando o conselho dos médicos, deixou o hospital para chegar à policlínica Sant’Orsola-Malpighi, em Bolonha. Mais de um mês de tratamento e atividades de reabilitação não foram suficientes, no dia 31 de julho sua perna direita foi amputada. O processo cível terminou com a condenação da Asp. A seguradora, em execução da decisão do juiz cível, resolveu o litígio pelo valor total de 417.827,68€, dos quais 100.000€ pagos pela Asp. Nessa altura a Empresa, através do comissário extraordinário, comunicou o assunto ao Tribunal de Contas. Os juízes reconheceram a “conduta gravemente negligente” do ortopedista que alegadamente “ignorou um sintoma expressamente reclamado pelo paciente. Se o arguido tivesse submetido diligentemente o paciente aos exames de diagnóstico adequados, este teria certamente mais hipóteses de prevenir a infecção e, portanto, a amputação da perna direita”.
Felipe Costa
Felipe Costa é um apaixonado pela cultura e natureza brasileira, com uma ampla experiência em jornalismo ambiental e cultural. Com uma carreira que abrange mais de uma década, Felipe já visitou todos os cantos do Brasil trazendo histórias e revelações inéditas sobre a natureza incrível e a rica cultura que compõem este país maravilhoso.