São mais de 3.000 unidades das forças de segurança, incluindo dois mil soldados, enviadas de Madrid para fazer face à onda migratória sem precedentes de 30 de julho e garantir a segurança “durante o tempo que for necessário”. A afirmação foi do prefeito de Ceuta Perez Triano. Triano especificou que o governo já tinha falado na segunda-feira sobre a necessidade de lidar com uma situação muito complexa”, uma vez que “as chegadas de migrantes por via marítima multiplicavam-se e precisávamos de mais recursos”. No entanto, o aumento de homens e equipamentos e todas as medidas para fazer face à emergência foram largamente superadas na quinta-feira pela vaga de migrantes que afluiu a Ceuta.
As palavras de Pedro Sánchez
“O que aconteceu é uma clara violação da nossa integridade territorial, para a qual todos os recursos do Estado foram acionados para fazer face”, disse o prefeito, ao enumerar as medidas adotadas “nesta mesma quinta-feira” pelo primeiro-ministro, Pedro Sánchez, e pelo ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska. Lembrou então que desde ontem, para impedir novas travessias, Madrid instalou uma barreira flutuante de 500 metros de comprimento no troço de mar em frente à fronteira de Tarajal.
«Por que não foi feito antes? Porque era necessário esclarecer junto da autoridade judiciária quais os elementos de contenção que poderiam ser instalados”, defendeu-se Triano. O prefeito criticou ainda a presença em Ceuta de “grupos de extrema-direita, que chegaram com o único objetivo de aproveitar as nossas dificuldades para semear o ódio, as divisões e o medo”. “Ceuta é uma terra de convivência, de diversidade e de respeito. Não precisamos de lições daqueles que apenas pretendem obter consenso político”, concluiu.