Al Said, o megaiate do Sultão de Omã cruza o Estreito de Messina

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A do Al Said, o gigantesco megaiate avistado esta tarde durante a passagem (sentido sul) pelo Estreito de Messina, é uma presença que certamente não pode passar despercebida.

Com 155 metros de comprimento, a embarcação está entre os maiores e mais prestigiados iates privados já construídos. Uma verdadeira residência flutuante, construída para a família real de Omã e caracterizada por dimensões, equipamentos e níveis de luxo fora do comum.

Um gigante do mar construído por Lürssen

O Al Said foi construído pelo prestigiado estaleiro alemão Lürssen, um dos nomes mais importantes do mundo na construção de super iates. A embarcação foi entregue em 2008, após ser desenvolvida sob o codinome “Projeto Girassol”. As dimensões impressionam: o navio atinge 155 metros de comprimento, largura aproximada de 24 a 25 metros e arqueação bruta de aproximadamente 15.850 GT.

Existem várias pontes a bordo, enquanto a velocidade máxima é indicada por fontes especializadas em torno de 20-22 nós. O Al Said navega sob bandeira de Omã e representa uma das embarcações mais importantes da frota ligada à família real do país.

O iate do Sultão de Omã

O Al Said foi feito para o Sultão Qaboos bin Said, que governou Omã até sua morte em 2020. O atual governante do país é o Sultão Haitham bin Tariq Al Said. A embarcação é considerada um verdadeiro iate real e, além de ser utilizada para estadias privadas, pode ser utilizada para receber personalidades e delegações por ocasião de compromissos e compromissos oficiais. Mais do que um simples iate de luxo, o Al Said pode ser considerado uma verdadeira residência flutuante, pensada para garantir aos hóspedes conforto e serviços do mais alto nível.

Uma sala de concertos para uma orquestra

Entre as características mais surpreendentes do Al Said está uma verdadeira sala de concertos, concebida para acolher uma orquestra composta por cerca de 50 elementos. Uma característica decididamente inusitada mesmo para um super iate deste porte, ao qual se soma um cinema com cerca de 50 lugares. Os espaços internos foram projetados para acomodar um total de cerca de 70 pessoas, distribuídas em 26 cabines, enquanto a tripulação pode chegar a cerca de 170 membros.

Números que permitem compreender a complexidade de uma estrutura que, em muitos aspectos, se assemelha mais a um pequeno hotel flutuante de luxo do que a uma tradicional embarcação privada.

A passagem pelo Estreito

O trânsito do Al Said no Estreito de Messina atraiu inevitavelmente a atenção de quem se encontrava nas duas margens. Os seus 155 metros de comprimento, aliados à silhueta particular e às dimensões imponentes, tornam o megaiate imediatamente reconhecível. A passagem pelo Estreito coloca Messina e Calábria numa das rotas mediterrânicas percorridas por grandes navios privados internacionais, oferecendo mais uma vez um espectáculo evocativo a quem observa o tráfego marítimo que atravessa uma das extensões de mar mais fascinantes e conhecidas do Mediterrâneo.

Um gigante do mar

O Al Said representa, em última análise, um dos exemplos mais extremos de luxo e tecnologia aplicados à navegação privada. 155 metros de comprimento, quase 16 mil toneladas de arqueação, dezenas de camarotes, uma sala de concertos e uma tripulação de cerca de 170 pessoas: números que descrevem melhor do que qualquer definição as dimensões deste extraordinário megaiate. E hoje, ao passar pelo Estreito de Messina, este gigante do mar proporcionou um espetáculo decididamente inusitado a quem teve a oportunidade de observá-lo de terra.

Felipe Costa