O exclusivo: a opinião secreta nas listas do ScN e o risco de retorno às urnas em Messina

Qual é o risco de Messina voltar às urnas poucos meses depois de confirmar Federico Basile como seu prefeito? As respostas mais importantes chegarão em outubro, quando o TAR se pronunciará sobre os apelos apresentados tanto pela vitória de Melangela Scolaro em Barcelona como pela do próprio Basile em Messina. Apelos que giram em torno de uma questão principal: a incapacidade do Sul em recolher assinaturas obriga o Norte a apresentar as suas listas, cinco em Barcelona e até quinze em Messina. Uma excepção para a qual – esta é a linha seguida na altura – foi considerada suficiente a presença, no símbolo de cada lista, do sinal do Sul chama Norte, partido representado na Ars e portanto isento de assinaturas. Sim, mas isento para apenas uma lista ou para todas?
Esta é a grande dúvida que ficou pendente, até porque o pronunciamento de maior autoridade sobre o assunto, naqueles dias de finais de Abril, foi o do Gabinete Legislativo e Jurídico da Região, consultado pelo Departamento de Autonomia Local, num parecer que, no entanto, foi sigiloso e declarado não ostensivo. Nunca foi tornado público, mas hoje a Gazzetta del Sud pode revelar o seu conteúdo, depois de o ter lido. E desse documento emergem dois pontos fundamentais: Sul chama Norte deveria ter recolhido as assinaturas, mas se o parecer tivesse sido tornado público nessa fase, teria causado prejuízos a quem, ao não as recolher, se tinha apoiado numa orientação inicial de sentido contrário, expressa por escrito pelo próprio departamento regional de Autonomia Local.
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Felipe Costa