Não é apenas uma vitória, é um verdadeiro monólogo. A Copa do Mundo FISTF 2026 em Paris, na categoria Sub 12, usa as cores azuis, mas fala com forte sotaque Reggio.
Marco Averna é o novo Campeão do Mundo, mas a fotografia destinada a permanecer na história do futebol de mesa retrata um pódio quase inteiramente amaranto. Na verdade, ao lado do novo campeão, Samuele Murabito e Aleksandar Rossitto, ambos ficaram em terceiro lugar por igual mérito. Três meninos do mesmo clube, o Subbuteo Club Reggio Calabria, ocupam três dos quatro lugares disponíveis no pódio do campeonato mundial. Um feito inédito na história desta disciplina.
Um passeio triunfal
A caminhada triunfal da seleção calabresa já havia começado nas oitavas de final. No sorteio dos dezesseis melhores, Marco Averna venceu por pouco e com muita maturidade o espanhol Andrés Garrido Robles por 1 a 0. Ao mesmo tempo, Samuele Murabito derrotou o grego Dimitris Bogdanidis com um peremptório 3-0, enquanto o estreante Aleksandar Rossitto livrou-se do belga Albano Del Papa com um sólido 2-0.
Nas quartas de final a Itália apresentou quatro dos oito atletas, tornando inevitáveis os confrontos diretos. Averna eliminou o inglês Hadley Chapman com um claro 3 a 0, Rossitto fez uma partida muito acirrada ao terminar em 1 a 0 sobre o belga Mathis Goffin, enquanto no clássico azul Murabito venceu por 2 a 0 sobre Edoardo Mazzilli. Resultado: dois passes garantidos para a semifinal e uma medalha já garantida para o clube.
A fase final proporcionou emoções e uma pitada de inevitável arrependimento desportivo. A primeira semifinal viu o confronto familiar entre Averna e Murabito, com Marco capaz de ampliar o placar para o 5-1 final no final de uma partida de alto nível. Na outra semifinal, Rossitto conseguiu o feito diante do espanhol Álvaro Castellano Rodriguez, perdendo por pouco 2 a 1 no final de uma partida aberta até o último segundo. Pelo regulamento da FISTF, como não houve final para o terceiro lugar, tanto Murabito quanto Rossitto levaram a medalha de bronze no pescoço.
O ato final para a entrega do título mundial transcorreu sem intercorrências. Na final entre Marco Averna e o espanhol Castellano, o jovem e talentoso jogador de Reggio impôs o seu próprio ritmo desde o início, defendendo com ordem e punindo todos os erros cometidos pelo adversário até o 4-1 final.
Depois do título italiano, Averna completa assim uma extraordinária dobradinha pessoal ao coroar-se rei do mundo. Mas o verdadeiro feito desta expedição parisiense continua a ser coletivo: três jovens atletas de Reggio Calabria levam o seu clube e toda a Itália ao telhado do planeta.