A vida das famílias calabresas é parcelada: baixos rendimentos, dívida crescente

A resiliência das famílias está agora à beira da crise. A cada dia que passa cresce o número de pessoas que vão parar no moedor de carne de orçamentos que nunca mais voltam. E a utilização do crédito ao consumo, a partir de uma escolha pontual, está a tornar-se um fenómeno coletivo. O esforço diário de manter juntos o rendimento, o consumo e os acontecimentos inesperados traduz-se naqueles 7.060 euros que representam a dívida média do consumo de uma família calabresa em 2025, segundo elaboração do Gabinete de Estudos CGIA. Um valor superior à média italiana, que se situa nos 6.657 euros, e que surge num momento em que o crédito concedido aos consumidores continua a expandir-se.
Na Calábria, a exposição global ao crédito ao consumo passou de 5,534 mil milhões de euros em 2024 para 5,810 mil milhões em 2025: mais 275,9 milhões, o que equivale a um crescimento de 5%. Por trás dos números que continuam a inflacionar o endividamento dos calabreses estão carros para comprar, eletrodomésticos para substituir, despesas inesperadas a enfrentar, mas também orçamentos familiares que, cada vez mais frequentemente, já não conseguem suportar o custo de vida apenas com o rendimento.
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Felipe Costa