Schifani-Tajani, aparente trégua para os apoiadores da Forza Italia na Sicília: eis o que vai acontecer

Antonio Tajani e Renato Schifani assinaram uma aparente trégua, adiando o debate (eufemismo) sobre a renomeação do presidente até pelo menos Janeiro e pondo de lado a ameaça de demissão iminente e votação no início de 2027. Mas a Forza Italia continua a ser um barril de pólvora, tornado incandescente pelo ataque frontal que o presidente dirigiu ao comissário Nino Minardo. E nenhum dos deputados acredita que a reunião tenha sido tão “serena” como as notas oficiais tentaram retratar.
Portanto a legislatura não vai acabar, pelo menos nisso Tajani e Schifani apertaram as mãos. Ao final de uma reunião na Farnesina em que o presidente obteve que Minardo não participaria. O comissário regional forzista foi acusado de ter aberto o caso da renomeação de Schifani ao abraçar a linha de parte do partido, apesar de os aliados já terem confirmado a sua confiança no presidente. Que agora teme a tentativa de Minardo, assim como de Giorgio Mulè, de arrebatar sua candidatura.
Mas Tajani teria encoberto tudo isto, pelo menos nas comunicações oficiais ao estilo DC-Primeira República. Evitando oficializar o não do presidente ao bis, mas encobrindo seu futuro a longo prazo. Schifani e Tajani voltarão a falar sobre o assunto numa próxima reunião que ainda não tem data, mas que não será antes de janeiro. Até então nada deverá acontecer, desde que não venham mais choques dos procuradores depois do que envolveu Gaetano Armao e que alarmou os dirigentes da Forza Italia.
A matéria completa está disponível nas edições impressa e digital

Felipe Costa