Produtos perecíveis em risco de serem destruídos e um ano inteiro de trabalho que pode ficar comprometido. Este é o alarme lançado pela Confagricoltura Reggio Calabria sobre os efeitos do controlo dos transportadores sobre as empresas agrícolas da planície de Gioia Tauro. “Apesar das garantias do prefeito de Reggio Calabria e da reunião com o ministro Salvini, os protestos dos transportadores e de alguns sindicatos da Calábria continuam a impedir o regresso à normalidade”, afirma a organização numa nota. «Para as empresas agrícolas da planície de Gioia Tauro, cada hora que passa aumenta o risco de danos económicos gravíssimos».
O medo de novos blocos no caminho
A preocupação diz respeito principalmente aos produtos frescos, frutas e legumes e outras culturas perecíveis, que requerem distribuição atempada e ligações fiáveis com os mercados de destino. Um setor que, sublinha a Confagricoltura, já se encontra altamente exposto a dificuldades logísticas e comerciais. O problema, segundo a organização, vai além dos caminhões parados: mesmo os veículos capazes de sair correriam o risco de serem bloqueados novamente durante o trajeto, comprometendo as entregas e a integridade dos produtos transportados. “Mesmo que fosse possível sair, as empresas e operadores logísticos ver-se-iam confrontados com uma incerteza insustentável”, destaca a nota.
«O atraso pode tornar a mercadoria invendável»
«Para produtos perecíveis, o tempo é uma variável decisiva. Atrasar uma entrega pode significar comprometer um fornecimento e sofrer danos económicos difíceis de recuperar”, alerta a Confagricoltura Reggio Calabria. No pior dos casos, acrescenta a organização, a mercadoria pode tornar-se invendável e acabar desperdiçada. «Este é o cenário que devemos evitar: não só a perda de cargas individuais, mas o risco de comprometer economicamente um ano inteiro de trabalho».