«A Ponte é uma ameaça para milhares de aves que migram através do Estreito»

Profetizam um massacre de aves migratórias: «Morreriam dezenas de milhares delas, devido à construção da Ponte sobre o Estreito de Messina, em correspondência com um ponto de concentração (“gargalo”), entre os mais importantes do mundo, para a migração entre África e a Eurásia, bem como um sítio da Rede Natura 2000». Setenta e nove associações – europeias, asiáticas e africanas -, parceiras nacionais da “BirdLife International”, assinaram uma carta enviada à Comissária do Ambiente da Comissão Europeia, Jessica Roswall, e ao secretário executivo da Convenção para a Conservação das Espécies Selvagens Migratórias (Cms) Andy Raine, também enviada ao Governo italiano para informação.
“BirdLife Europe and Central Asia”, “BirdLife Africa” e “BirdLife Middle East” consideram que o atual projeto, que está prestes a regressar ao Cipess para exame, é «incompatível com a conservação das aves migratórias que atravessam o Estreito». As associações explicam porquê: «Nas épocas de primavera e outono, o impacto para as aves migratórias seria devastador quer pela colisão com os cabos de aço que suportam a Ponte, nomeadamente em más condições climatéricas e ventos fortes, quer pela destruição de habitats de descanso e alimentação». Os signatários do documento citam a mesma empresa “Stretto di Messina” que, no seu relatório, teve em conta, como uma “subestimação”, a morte de centenas de aves de rapina e dezenas de milhares de passeriformes e outros migrantes nocturnos.
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Felipe Costa