«Os delegados pontifícios do Instituto do Verbo Encarnado e dos Servos do Senhor e da Virgem de Matará convocaram os Superiores e Superiores Provinciais de ambos os Institutos para participar num encontro que teve lugar em Roma, no dia 14 de setembro de 2026. Estiveram também presentes alguns responsáveis do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica. Durante o encontro foi dado a conhecer que tanto o Juizado Especial Criminal de primeiro grau como o de Recurso, instituído pela autoridade competente da Igreja, alcançaram a certeza moral quanto à responsabilidade do Pe. Carlos Miguel Buela, Fundador dos dois Institutos, por factos imputáveis a um crime contra o sexto mandamento, cometido com violência contra várias pessoas, nos termos do cân. 1395 § 2”.
É o que afirma uma comunicação assinada pela Prefeita do Dicastério para a Vida Consagrada, Irmã Simona Brambilla, e pelos dois delegados pontifícios que conduzem investigações sobre a ordem desde 2025, divulgada pela Sala de Imprensa da Santa Sé, a respeito do fundador do Instituto do Verbo Encarnado e dos Servos do Senhor e da Virgem de Matará, Padre Buela, falecido em Gênova em 2023, enquanto decorria um julgamento canônico contra ele.
Os precedentes
O padre, entre outras coisas, foi condenado pelo tribunal do Vaticano em 2010 por abuso de seminaristas e em 2017 foi transferido da Argentina para Génova.
O significado da comunicação
«Este esclarecimento – lemos – pretende contribuir para o restabelecimento da verdade, como um ato de justiça para com as pessoas que sofreram danos devido ao comportamento do padre Carlos Miguel Buela, bem como para a necessária informação dos membros de ambos os Institutos e para o caminho de releitura do carisma e de revisão, renovação e purificação da espiritualidade, formação e apostolado específicos de cada Instituto, distinguindo entre o dom do Espírito concedido para a edificação da Igreja e os limites ou conduta pessoal do Fundador».