Brancaleone, favores para transportadores e dinheiro: um gerente da Polstrada preso

Os militares da Polícia Financeira de Locri prenderam e colocaram em prisão domiciliária Franco Seminara, vice-comissário, chefe do destacamento Brancaleone da polícia de trânsito, sob a acusação de corrupção, extorsão e falsificação de documentos públicos.
A prisão foi efetuada em execução de ordem de prisão preventiva expedida pelo juiz de instrução de Locri, a pedido do Ministério Público. Outras vinte pessoas que não pertencem à Polícia Rodoviária estão sendo investigadas no inquérito em que o suboficial esteve envolvido.
Segundo informa em nota a Promotoria de Locri, a prisão do subcomissário “representa o resultado de uma complexa atividade investigativa que se desenvolveu por meio de interceptação telefônica e eletrônica e múltiplas aquisições documentais”.

O relato de um transportador à seção de Palmi da polícia de trânsito

A investigação começou com a denúncia de um caminhoneiro à seção de Palmi da Polícia Rodoviária sobre o pagamento indevido de dinheiro entregue ao subcomissário que foi preso. Foi assim apurado, com base nas conclusões da investigação actual e provisória, em termos de gravidade circunstancial, que o funcionário público, abusando da sua qualificação e do seu papel de gestor do destacamento de Brancaleone da polícia rodoviária, violou sistematicamente os seus deveres oficiais, induzindo, entre outras coisas, os proprietários de algumas empresas de transporte rodoviário a prometerem-lhe somas de dinheiro em troca de favores indevidos, incluindo a possibilidade de os condutores continuarem a conduzir apesar da retirada da carta, fazendo também uso do indicações dadas por ele sobre métodos para evitar qualquer controle na estrada”.

Ainda segundo o que consta da nota do Ministério Público, “foi apurado, novamente em termos de gravidade circunstancial, que o suspeito comunicou antecipadamente os turnos de serviço dos restantes agentes policiais, omitiu a inserção de relatórios de cassação de licença na base de dados utilizada pela polícia e, em diversas ocasiões, apresentou aos sujeitos controlados a possibilidade de evitar sanções, deduções de pontos e medidas restritivas através do pagamento direto de quantias em dinheiro”.

Felipe Costa