Brancaleone primeiro protesta e depois ameaça cometer suicídio. Antonio Cuppari no telhado de sua casa: “Justiça ou acabo”

Em Brancaleone, à beira-mar totalmente isolada e fechada ao trânsito, Antonio Cuppari voltou a gritar a sua raiva do ponto mais alto do condomínio onde mora. Não é um protesto novo, mas desta vez o final corre o risco de ser trágico. A notícia de um protesto anunciado em Cuppari não é um rosto desconhecido no noticiário local. Já há quinze ou vinte dias, ele subiu numa grua em Siderno para exigir justiça. Naquela ocasião, o empresário de Brancaleone, de 62 anos, cujos bens foram confiscados após sua prisão em 2013 na investigação “Metropolis”, declarou: “O mundo deve saber o que venho sofrendo injustamente há 13 anos”.

“Não recebi nenhum feedback”, teria gritado hoje do telhado, reiterando que está pronto a atirar-se ao vazio se as instituições não abrirem finalmente um diálogo concreto. A máquina de resgate é impressionante e atesta a gravidade da situação.

Trabalham em coordenação no local: o Corpo de Bombeiros, que já inflou um colchão inflável para amortecer uma possível queda, o Comando Bianco Carabinieri, que vigia a área junto com a ambulância 118 e um mediador policial, que atualmente está no telhado em uma tentativa desesperada de estabelecer contato com o homem e convencê-lo a desistir. Neste momento, Cuppari mantém-se firme nas suas posições, recusando-se a falar com quem não lhe possa oferecer as respostas que procura há semanas.

Felipe Costa