Caso Fuscaldo, Torrente Mercaudo: minoria ataca estacionamento na área P3 e pede transparência nos estudos e autorizações

O caso do riacho Mercaudo em Fuscaldo e do estacionamento que margeia o curso d’água. A minoria limpa a administração. As vereadoras Andrea Filella e Maria Concetta Carnevale apresentaram comunicado específico ao prefeito pedindo esclarecimentos.

“Em 2023 a Torrente Mercaudo transborda. Deslizamentos, inundações, escombros, estradas comprometidas, casas em dificuldade. Pedido de estado de calamidade. As questões são simples e exigem respostas igualmente claras: “Que critérios técnicos e urbanísticos foram adoptados para considerar aquela área apta à construção de um parque de estacionamento? Que estudos hidráulicos e geológicos actualizados sustentam esta escolha?

“A prioridade é a segurança estrutural e a prevenção séria”

Depois de duas cheias em três anos, a prioridade da oposição deveria ser uma só: “medidas de segurança estrutural e prevenção séria. As intervenções extremamente urgentes – limpeza do leito do rio, remoção de lama e detritos, recuperação de estradas – são medidas de emergência. Não são uma estratégia. Não são prevenção. Não são planeamento. Aqui o problema é político antes mesmo de ser técnico. Não se pode por um lado pedir fundos para desastres naturais e por outro planear novas obras precisamente nas áreas que se revelaram vulneráveis”.

Não podemos falar de protecção territorial e depois tomar decisões que parecem ir na direcção oposta. Os recursos públicos não podem ser gastos sem primeiro garantir a segurança. É legítimo perguntar se houve superficialidade, improvisação ou grave subestimação do risco. Porque quando se trata de segurança e dinheiro público não se admitem frivolidades”. Por isso solicitamos formalmente: a lista detalhada das intervenções de manutenção ordinárias e extraordinárias realizadas na Torrente Mercaudo desde 2023 até à data; a documentação técnica completa (estudos hidráulicos, relatórios geológicos, pareceres dos órgãos competentes) que fundamentaram a escolha do local de estacionamento; os documentos administrativos que motivaram a emissão das autorizações; o plano orgânico de mitigação do risco hidrogeológico relativo à área em causa.

Felipe Costa