«Ciak vira… Cinema» com altíssima emoção: o concerto-espetáculo Alma Manera em Roma

Há uma atmosfera de magia no teatro Off/Off da Via Giulia. A excelência italiana entre a ficção e o grande ecrã está em cena. «Ciak si gira…Cinema», um evocativo concerto-espetáculo com bandas sonoras de autor, as páginas musicais mais icónicas do cinema internacional e muitas canções inesquecíveis. Em palco uma extraordinária Alma Manera, uma artista muito talentosa, que com a sua voz transita entre diferentes personagens numa viagem sensorial feita de palavras, imagens e música, acompanhada pelas notas de grandes mitos: de Ennio Morricone, que revolucionou bandas sonoras, criando obras-primas como «Era uma vez na América» e «Nuovo Cinema Paradiso», a Nino Rota, que combinou som e imagem nos filmes de Fellini, de «White Sheik» a «Amarcord», a imenso capacidade comunicativa de Charlie Chaplin, até Nicola Piovani, vencedor do Oscar por «A vida é bela».
Ao lado de Alma Manera, no palco, está o outro protagonista Beppe Convertini, que consegue dar uma dimensão narrativa e teatral criando momentos de reflexão através da história. Um espetáculo multidisciplinar que evoca artistas como Luis Bacalov, Fabio Fizzi, Maurizio De Angelis, Stelvio Cipriani, Paolo Limiti, e com coreografias requintadas numa combinação de dança e tecnologia desenhada por Enrico Manera. Coordenando a equipe de artistas e direcionando a sinergia entre grandes clássicos e novas composições está a diretora Maria Pia Liotta que, para a ocasião, também fez a curadoria da música original.
Com a sua visão artística a autora definiu assim o estilo, o ambiente, a interpretação do espetáculo combinando música, teatro e dança. Desta montagem cênica surge o verdadeiro envolvimento do público numa espécie de encantamento coletivo, transportando as emoções dos espectadores para dentro das cenas. No centro das melodias, o talentoso maestro Kozeta Prifti ao piano que conquista a todos com elegância e maestria técnica. Neste vórtice de pensamentos e memórias, rodopiam os bailarinos Egon Polzone e Elisabeth Maria Casuccio, interpretando a música com paixão e rigor.
Após o carrossel de trilhas sonoras maravilhosas, um crescendo de longos aplausos do público entusiasmado. Repita até amanhã. O sonho continua!

Felipe Costa