Ciclone Harry, Musolino (IV): “Ilhas Eólias isoladas, portos devastados e passageiros em caos. Região ausente na prevenção”

A passagem do ciclone Harry deixou graves consequências no leste da Sicília, com as Ilhas Eólias praticamente isoladas e as infra-estruturas portuárias duramente atingidas. A informação foi dada pela senadora italiana Viva Dafne Musolino, que fala de uma situação “dramática”, com ligações marítimas quase eliminadas nas últimas 48 horas e graves danos em Lipari, Stromboli e Filicudi.

Segundo o senador, as tempestades comprometeram cais e pavimentos, tornando precárias as amarrações, enquanto várias estradas costeiras – em particular em Canneto di Lipari e Santa Marina Salina – foram erodidas pelo mar ou invadidas por areia e detritos. Mesmo com a rede rodoviária principal restaurada, permanecem problemas críticos generalizados e uma emergência logística que agrava fragilidades estruturais que nunca foram resolvidas.

No continente, ao longo da costa jónica, Musolino denuncia o caos para os passageiros: a linha ferroviária continua bloqueada para obras e os autocarros de substituição preparados pelos caminhos-de-ferro são insuficientes para cobrir o troço entre Messina e Catânia.

A gestão da instabilidade hidrogeológica em Santa Teresa di Riva também está em destaque. O senador define a aceleração dos trabalhos só depois da emergência como “desconcertante”, lembrando que o projeto das 14 escovas em rochas lávicas e do prego soprado já estava pronto em 2021 e tinha obtido todas as autorizações no verão passado, mas ficou preso entre verificações burocráticas e validações. Um quadro que, conclui Musolino, evidencia a ausência da Região na frente da prevenção.

Felipe Costa