«Acredito que o conflito continuará bastante limitado e com implicações relativamente limitadas no comércio internacional e nos preços do petróleo, se a duração for curta, especialmente na sua fase mais intensa».
O economista Carlo Cottarelli afirma-o numa entrevista ao La Stampa, lembrando que a guerra de 12 dias entre Israel, os Estados Unidos e o Irão, em Junho passado, “não teve grandes consequências”. Na sua opinião, também desta vez, “se fosse possível ter uma transição para um regime democrático num prazo razoável, o impacto seria positivo em termos da reentrada completa do Irão na economia globalizada, portanto com um aumento na sua produção de hidrocarbonetos”. Falando sobre o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde transita 20% do petróleo mundial, Cottarelli explicou que «o petróleo já não é uma arma tão estratégica como era nos anos 70 e 80. É importante, claro, mas os choques que ocorreram no passado reflectiram um papel diferente do petróleo a nível internacional em comparação com o actual.” O Irão, conclui ele, “produz 5% do petróleo global, não é irrelevante. Mas, excluindo a possibilidade de o conflito se espalhar para outros assuntos, estou inclinado a pensar que esta guerra terminará após uma fase aguda de bombardeamentos.”