As tensões geopolíticas no Médio Oriente e o consequente aumento dos preços do petróleo e do gás correm o risco de ter efeitos imediatos nos orçamentos das famílias italianas em termos de redução do consumo. É o que emerge de um novo inquérito realizado pelo Eumetra, o instituto de investigação social, imediatamente após o ataque ao Irão pelos Estados Unidos e Israel, que analisa como um possível aumento nas contas de energia poderia influenciar o comportamento de consumo dos italianos.
31% consideram um aumento difícil de sustentar, 18% definem-no como muito crítico
De acordo com a investigação, apenas uma minoria da população acredita que pode absorver um aumento de 10-20% nas contas de energia e gás sem particular dificuldade, enquanto para a maioria das famílias o impacto seria significativo ou mesmo crítico. «As tensões internacionais demonstram mais uma vez como a energia se tornou um factor central de estabilidade económica e social», comenta Matteo Lucchi, CEO da Eumetra. Quando questionados sobre o impacto que um aumento de 10-20% nas contas de energia teria no orçamento familiar: 12% consideram-no sustentável sem dificuldade; 39% consideram-no administrável mas com sacrifícios; 31% consideram difícil sustentar; 18% definem-no como muito crítico. Entre aqueles que pretendem reduzir o consumo, os cortes diriam principalmente respeito a: saídas e tempo livre: 71%; consumo doméstico de energia: 64%; roupas e acessórios: 62%; viagens e transportes não estritamente necessários: 49%; despesas com alimentação: 26%; despesas de saúde (visitas, check-ups, dentista): 24%. Neste caso, é surpreendente que quase um em cada quatro italianos declare que poderia adiar consultas médicas, exames ou tratamentos dentários, uma consequência que afeta áreas sensíveis da vida quotidiana, que no detalhe diz respeito principalmente às mulheres, diz Eumetra.