Uma sinergia evocativa e sem precedentes entre a música clássica e as artes visuais prepara-se para animar o coração cultural da capital calabresa. Na sexta-feira, 5 de junho de 2026, pelas 18h30, a prestigiada Sala de Concertos do Município de Catanzaro acolherá o evento-concerto intitulado “Eros e Thanatos – Amor e Morte”, inserido na rica programação da Temporada de Concertos 2026 promovida pela Associazione Giovanile Musicale (A.Gi.Mus.) de Catanzaro.
O evento, sob a direção artística de Laura Screnci, conta com o prestigiado patrocínio do Ministério do Património e Atividades Culturais (MiBAC) e da Câmara Municipal de Catanzaro – Departamento de Cultura, confirmando o elevado perfil institucional e profundidade da iniciativa. O projeto pretende explorar, através de um profundo diálogo interdisciplinar, as duas forças primordiais que sempre governaram a alma humana e a expressão artística: o impulso vital do amor e o mistério inescapável do fim.
O programa musical e a crítica
O protagonista absoluto em palco será o pianista Sidney Rotundo, intérprete de extraordinária sensibilidade e técnica apurada, chamado a traduzir para as oitenta e oito teclas do piano as tensões dramáticas, as paixões e o lirismo ligados à combinação temática da noite. O repertório guiará o ouvinte numa viagem emocional de elevada densidade dramática, dissecando as páginas da história da música que melhor souberam codificar o êxtase do amor e o tormento da perda.
O jornalista Arcangelo Pugliese apresentará o público e traçará as coordenadas histórico-críticas da noite. O seu discurso oferecerá uma chave preciosa para a compreensão da evolução do conceito de Eros e Thanatos na tradição ocidental, preparando o público para uma escuta consciente, íntima e imersiva.
Artes visuais: “Arte e Regeneração Urbana”
Para enriquecer a proposta cultural da noite haverá o espaço expositivo dedicado à pintora Anna Rita Aprile, que apresentará a coleção intitulada “Arte e Regeneração Urbana”. A exposição tece uma profunda ligação conceptual com o tema do concerto: se a dicotomia entre o amor e a morte representa a consumação, a passagem do tempo e o fim, o ato pictórico e a regeneração dos espaços urbanos apresentam-se como o antídoto ideal, uma resposta vital, criativa e construtiva às feridas do tempo e do abandono.