Não bastam iniciativas simbólicas, são necessários factos concretos. Esta é a clara posição assumida por Dierre Reggio após os graves episódios ocorridos no último domingo no campeonato de basquete da Série C Unica, durante a partida disputada no Palalivatino.
Por meio de nota publicada em suas redes sociais, o clube de Reggio Calabria denunciou insultos racistas dirigidos ao seu jogador de basquete Elias Donati, proferidos – segundo relatos – por um dirigente do Gela Basket. Um episódio documentado por um vídeo claro e irrefutável, em que se sentiriam ofensas repetidas e inequívocas.
Indignação e solidariedade
O ocorrido não teria passado despercebido nem ao público presente nas arquibancadas nem aos que acompanhavam a partida via transmissão ao vivo, transformando um momento esportivo em um espetáculo indigno. Dierre fala de choque e indignação generalizados, evidenciados pelas inúmeras mensagens de solidariedade recebidas de fãs, pais e entusiastas.
A empresa condena “absolutamente e sem apelo” o sucedido, definindo os insultos racistas como “um cancro que ofende o desporto, a sociedade e a dignidade da pessoa”. A prioridade absoluta, sublinha o clube, é a proteção do seu associado, que neste momento conta com todo o apoio do clube.
Solicitações à empresa oponente
No comunicado, Dierre faz pedidos específicos: um pedido de desculpas público, claro e inequívoco de Gela Basket e medidas graves e imediatas contra o gestor envolvido.
Aguarda-se também as decisões do juiz desportivo, de quem o clube de Reggio espera medidas reais e exemplares, de proteção à vítima e de alerta para o futuro. Paralelamente, está sendo elaborada nota oficial para ser enviada aos órgãos federais e institucionais competentes.
«O desporto é paixão, respeito e lealdade – conclui Dierre -. A luta contra o racismo não se celebra um dia por ano: luta-se todos os dias, com factos.”