“Estamos verdadeiramente sem palavras diante de uma das últimas “joias” do governo Mascaro que, como se fosse qualquer outra prática, na verdade “despeja” duas importantes associações de nossa cidade que prestam um serviço muito importante para muitas pessoas com deficiência”. Pronunciar essas palavras é Rosario Piccioni, vereadora municipal de Lamezia Bene Comune. “As secções territoriais de duas prestigiadas associações nacionais, a ENS (Associação Nacional de Surdos e Mudos) e a UICI (União Italiana de Cegos e Deficientes Visuais) terão de desocupar, no prazo de um mês, as instalações confiscadas onde desenvolveram as suas atividades durante vários anos, no Corso Giovanni Nicotera, para permitir as obras de requalificação dos imóveis confiscados, como parte do financiamento ministerial. É certamente positivo que, através de financiamento ministerial, esteja a ser lançada uma obra de requalificação e segurança dos imóveis confiscados e, através de um concurso posterior, seja dada a possibilidade às muitas entidades do terceiro sector da cidade de poderem participar no atribuição de espaços e locais. A parte burocrática e administrativa deve seguir seu curso, mas e a política??? A gente se pergunta onde está a política nesse caso grotesco…”, diz o vereador.
“Ao lidar com questões tão delicadas e quando se trata de realidades que todos os dias se comprometem com a proteção dos direitos das pessoas com deficiência, uma administração municipal deve ter um mínimo de sensibilidade e sobretudo um sentido da realidade: como se pode perguntar a duas associações que realizam serviços fundamentais para que as pessoas se desloquem dentro de algumas semanas, com tudo o que isso implica em termos de despesas, meios, dificuldades de todo o tipo? Estarão ambas as associações na posição de ter de suspender um serviço destinado a pessoas com deficiência e , diante de tudo isso, a administração municipal não pode reduzir tudo a um procedimento burocrático, com cumprimento de horários e prazos, mas sobretudo quando se realizam obras em edifícios onde têm sede associações tão importantes, é preciso preocupar-se com muito antes de encontrar uma nova sede para as próprias associações que não podem de forma alguma dar-se ao luxo de interromper os seus serviços aos seus membros que, como já dissemos, são pessoas que precisam de apoio todos os dias. Para piorar a situação, o facto de, pelo que entendemos, foi também iniciada uma discussão com o partido político por uma das duas associações com as quais foi solicitado a existência de horários determinados nas obras e concursos e, sobretudo, a possibilidade de utilização de uma sede provisória para continuar a prestação de serviçoso. Nenhuma resposta da administração municipal até à comunicação fria de hoje que corre o risco de colocar em sérias dificuldades duas prestigiosas associações e, sobretudo, de perturbar o quotidiano das pessoas com deficiência e das famílias para quem estas realidades representam salvaguardas fundamentais para uma boa qualidade de vida. A administração Mascaro não pode ficar surda às necessidades reais de pessoas reais que valem muito mais do que sofismas e burocracia. vou perguntar imediatamente – anuncia o vereador – a convocação da comissão camarária competente certamente por todos os vereadores, como já aconteceu em outras ocasiões, haverá máxima convergência e total sensibilidade para um tema tão delicado que toca a vida de muitas pessoas e famílias. Sensibilidade que, palavras à parte, esta administração municipal demonstrou mais uma vez que não tem.”