As rajadas de vento ultrapassaram os 120 km/h, enquanto tempestades com mais de três metros de altura remodelaram as costas. A fúria do tempo arranca árvores, destrói estabelecimentos balneares, leva tudo embora. Barcos destruídos, sabe-se lá onde, arrastados para as ruas, muros derrubados. O ciclone Ulrike confirmou a fragilidade do território, enquanto a força destrutiva dos fenómenos atmosféricos deixa um rasto de devastação. Embora os danos causados pelo ciclone Harry ainda não tivessem sido avaliados, uma nova onda atingiu a área. Felizmente, a divulgação dos alertas significou que não foram registadas vítimas ou feridos, mas Reggio e o seu interior estão de joelhos. Trechos inteiros de costa foram varridos e para um território que vê no turismo a sua esperança de crescimento económico, estes fenómenos acabam por hipotecar temporadas inteiras. As estruturas das praias à beira-mar foram quase arrancadas pelo vento e pelas ondas, até os paralelepípedos do calçamento do calçadão à beira-mar foram levados pelas ondas.
Foto de Atílio Morabito
Mais detalhes sobre a edição impressa e digital nas bancas amanhã, sábado, 14 de fevereiro