Messina, nasce no Cirs a Biblioteca Mario Falcone: leitura e pensamento crítico para jovens

A leitura como vetor de crescimento cultural e humano, numa iniciativa dirigida sobretudo aos jovens, em memória de um artista que sempre utilizou a palavra para contar, denunciar e expressar o seu pensamento livre. “As palavras certas” aconteceu na sexta-feira, 6 de março, na escola Cirs Formazione da Via Bonino, evento de inauguração da Biblioteca Mario Falcone, que leva o nome do escritor e roteirista de Messina falecido em outubro passado com apenas 73 anos, colaborador ativo e generoso do instituto, sempre pronto a discutir e ouvir.

Criado no âmbito do “O futuro somos nós” – um projeto conjunto entre o Cirs e o Departamento de Ciências Políticas e Jurídicas da Universidade de Messina – o novo espaço pretende ser, na linha do pensamento de Falcone, um local de formação, um viveiro de ideias, com o objetivo de apurar o pensamento crítico e fazer brotar a criatividade sem preconceitos e configurações.

Biblioteca viabilizada pela doação de livros de particulares e entidades municipais, incluindo o Lions Clube Colapesce e o Liceo Mauriolico, presentes no evento. Além dos alunos do Cirs, falaram a professora Maria Francesca Tommasini (presidente do Departamento de Ciências Políticas e Jurídicas da universidade da cidade), a médica Maria Grazia Nunnari (amiga pessoal do escritor) e a escritora Antonella Ballacchino, que orientará as oficinas de redação no novo espaço.

Adele Allegra, diretora geral do Cirs, apresentou as intervenções, tendo o professor Giusj Vaccarino como moderador. Citando as palavras da escritora de Messina Valeria Ancione sobre o estilo do autor, Nunnari, em referência ao volume “Piccole Pietre” (2023) de Falcone, doado à biblioteca, destacou: “Suas palavras são pedaços da vida real colocados em verso. E espero que vocês, através da leitura e do conhecimento das palavras, possam adquirir essa liberdade fundamental para o ser humano, especialmente para o pensamento crítico. Sejam protagonistas de sua vida”. Um conceito reiterado nas intervenções de Tommasini e Ballacchino.

“Estamos celebrando a ideia de que o conhecimento, a leitura e o compartilhamento podem ser ferramentas de crescimento pessoal e coletivo – declarou Tommasini – Uma biblioteca é um lugar vivo que preserva histórias, sonhos, pensamentos e perguntas, um espaço onde você pode parar para refletir e aprender a olhar o mundo com outros olhos; um ponto de encontro, descoberta e diálogo”. Para Antonella Ballacchino aquele lugar que guarda escritas é também um espaço que atravessa vidas, criando uma nova dimensão para a imaginação: “Entre os pequenos livros reunidos para formar palácios de imaginação, estamos iniciando uma quarta dimensão: a do “sentir além”.

As palavras têm o grande poder de unir dimensões, criando aquela ponte que permite atravessar as distâncias aparentemente siderais do pensamento de uma pessoa para outra, sem levar em conta o fim ou o começo.” Após o descerramento da placa por Davide Crimi, sobrinho de Falcone, os presentes foram convidados a experimentar uma mini oficina de escrita dentro da nova estrutura.

Felipe Costa