O novo dia na Calábria sempre amanhece com aquele mesmo lamento angustiado dos preços na distribuidora que crescem e geram descontentamento. Segundo o Observatório do Ministério das Empresas e do Made in Italy, ontem o gasóleo self-service ultrapassou, em média, os 2.043 euros por litro, com aumentos de mais de um cêntimo em apenas 24 horas. Mas o número médio conta apenas parte da história humana. Em alguns postos de abastecimento registam-se picos muito superiores à média regional. Na zona vibonesa, por exemplo, o gasóleo atingiu os 2.239 euros.
A lacuna abre e fecha de distribuidor a distribuidor, de placa a placa, do litoral ao interior. Flutuações de alguns centavos, claro, que num terreno onde o carro não é uma opção e sim uma necessidade acabam se tornando um problema social. Ao longo de uma semana, um depósito de cinquenta litros de gasóleo custa até vinte euros a mais. E o arranhão parece ainda mais profundo se olharmos para trás alguns dias: em 28 de Fevereiro, quando aviões americanos e israelitas começaram a bombardear o Irão, os preços da energia começaram a disparar para cima. O gasóleo, na bomba, ainda pagava 1,679 euros por litro. Em pouco mais de uma semana, portanto, o aumento ultrapassou os 40 cêntimos, chegando em alguns casos a chegar aos cinquenta.
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