As novas formas de pobreza e o reforço das políticas sociais estiveram no centro do conselho municipal extraordinário realizado hoje em Cosenza, convocado para discutir o pedido de aumento do fundo regional destinado a intervenções assistenciais e de apoio aos segmentos mais vulneráveis da população.
Entre as intervenções da sessão, foi dada especial importância à da conselheira regional de Políticas Sociais e Previdência, Pasqualina Straface, que destacou a necessidade de consolidar a relação institucional entre a Região da Calábria, o Município de Cosenza e a Área Social Territorial número 1.
Durante a reunião, foi sublinhada a vontade de reforçar a colaboração entre os diferentes níveis institucionais através da activação de fluxos financeiros imediatos e do compromisso de identificar mais recursos para garantir a continuidade dos serviços destinados às emergências sociais.
O encontro com o Observatório Regional das Novas Pobrezas
No final da reunião da Câmara Municipal, decorreu um debate entre a vereadora regional Pasqualina Straface, o diretor do Observatório Regional das Novas Pobrezas, Antonio Belmonte, o vice-diretor Amato Napolillo, o diretor geral do Banco Alimentar, Gianni Romeo, e alguns representantes do terceiro setor e das associações envolvidas no combate a situações de privação social.
O objectivo da reunião foi identificar ferramentas e estratégias capazes de traduzir os recursos disponíveis em intervenções concretas, ultrapassando os obstáculos burocráticos que muitas vezes retardam a implementação dos programas de apoio.
O lembrete sobre o uso de recursos
No seu discurso, o vereador Straface apelou à Área Social Territorial para que tenha maior responsabilidade na gestão dos fundos destinados ao combate à pobreza.
Segundo destacou o representante do conselho regional, face a um Fundo de Pobreza igual a 13 milhões de euros, a área de referência de Cosenza ficaria estagnada numa percentagem de gastos de 10%, num contexto regional que tem mais de 120 mil famílias em condições difíceis.
O dia terminou com o compromisso partilhado de reforçar a colaboração entre as instituições e as realidades sociais do território, na convicção de que só através da plena sinergia entre os organismos públicos e o terceiro setor é possível garantir respostas eficazes às necessidades crescentes das pessoas mais vulneráveis.