O desejo de intimidade, a marca genética do Natal, segue as correntes depressivas de uma capacidade de despesa interna cada vez mais limitada. E as tensões que vêm do mundo do trabalho (disputas entre Amaco e Abramo, só para lembrar os últimos focos de dificuldades laborais) empurram o futuro desta terra para as sombras. O Sindicato Nacional dos Consumidores processou os últimos dados disponíveis do ISTAT, definindo as classificações dos alimentos mais caros para o almoço de Natal e Ano Novo em comparação com o ano anterior. No top 20 anual de comidas e bebidas típicas do almoço ou jantar de Natal, o preço dos frutos silvestres como a uva, que muitos compram, principalmente no final do ano, sobe 21,3% em relação ao ano anterior (e não é só o caranguejo azul é o culpado). Preços mais elevados também para acompanhamentos. Batata subiu 18,7% e as alcachofras movimentam-se com aumentos da ordem de +10,7%. Salto notável também para as frutas exóticas que acumularam alta de 9,8%. Claro, o derramamento de sangue também ocorre na peixaria. Atum, anchovas, cavala, salmão não fumado, todos se movimentam após aumentos de +8,6%. A conta mais pesada é paga pelas amêijoas que registram aumentos de preços de até 15%, os mexilhões são mais baratos e trazem aumentos máximos de 12%. O bacalhau, alimento polivalente na composição tradicional da ceia de Natal, destaca-se com aumentos de preço máximos de 7%.
Felipe Costa
Felipe Costa é um apaixonado pela cultura e natureza brasileira, com uma ampla experiência em jornalismo ambiental e cultural. Com uma carreira que abrange mais de uma década, Felipe já visitou todos os cantos do Brasil trazendo histórias e revelações inéditas sobre a natureza incrível e a rica cultura que compõem este país maravilhoso.