“Por ocasião da inauguração do ano judicial da magistratura contabilística, o Procurador-Geral do Tribunal de Contas, Ermenegildo Palma, viu-se confrontado com a ingrata tarefa de regressar, mais uma vez, à existência das conhecidas questões críticas que dizem respeito à nossa Região sobretudo em matéria de saúde, obras públicas e implementação do Plano Nacional de Recuperação e Resiliência”. Isto é o que ele diz a conselheira regional do Partido Democrata, Amalia Bruni.
“No relatório ilustrado na sexta-feira, 23 de Fevereiro, Palma chamou a atenção para o facto de que a utilização consciente dos enormes recursos financeiros à disposição do território regional pressupõe tanto uma visão clarividente e realista no planeamento como a disponibilidade de competências técnicas na implementação. Coisas em que a administração regional não brilha, tanto que, explica o procurador, as citações face ao ano passado mantiveram-se inalteradas.
Como profissional do sector, é-me imediato destacar os problemas na gestão da saúde, destacando a presença de uma constante precariedade e confusão gerada, antes de mais, pela presença de numerosos comissários nas empresas regionais de saúde. Bem como a falta de controle e diretrizes claras, que gerou o caos entre o Departamento e a Empresa Zero.
Apesar de já terem passado três anos, a situação não foi resolvida. E depois de tanta ênfase, os orçamentos finais de 2022 aprovados em junho de 2023 ainda não foram aprovados. Duplas pagamentos, não oposição a medidas cautelares para liquidações já realizadas, má gestão da farmácia, sistemas solares e de aquecimento que não funcionam apesar dos milhões desperdiçados, não cumprimento de políticas de poupança em rendas e gestão de propriedades, extensões contínuas de serviços essenciais . Além disso, o próprio relatório fala de uma omissão generalizada por parte da gestão responsável pelo funcionamento das estruturas empresariais de iniciativas que são antes obrigatórias”.
“O quadro das questões críticas completa-se com o atraso na aprovação dos orçamentos e no planeamento do Plano Nacional de Recuperação e Resiliência (PNRR), com particular atenção ao eixo 6 relativo à saúde”, afirma Bruni, lembrando também “ as responsabilidades do governo devido à confusão entre as responsabilidades nacionais e regionais em relação ao PNRR. É urgente concluir o planejamento e reportar as obras até junho de 2026. E dados os graves atrasos na implementação dos projetos e as inúmeras questões críticas – conclui o vereador Bruni – seria oportuno transferir a discussão para os fóruns institucionais , a partir de uma discussão no Conselho Regional para lembrar ao Conselho e ao Presidente Occhiuto as suas responsabilidades”.