“Ontem falei na reunião da Direção Nacional do Partido Democrata para sublinhar um apreço pelo trabalho do secretário Elly Schlein em algumas questões estratégicas para o Partido Democrata. É óbvio”, declara Enza Bruno Bossio, membro da direção nacional do Partido Democrata, “a mudança de ritmo que foi introduzida pelo secretário em questões cruciais. Em primeiro lugar, sobre a imigração: não só a chegada de Elly é importante Cutro um ano depois daquele massacre sem respostas, mas sobretudo o abandono da ideia de segurança de acolhimento que foi dominante no Partido Democrata durante alguns anos. Ninguém pode esquecer, a começar pelos que já eram parlamentares do PD em 2017 e que ainda hoje são parlamentares, que infelizmente introduzimos a CPR (votei contra, mas fui o pé no saco de sempre, isolado). Bem como a posição sobre o Médio Oriente: da condenação clara do Hamas à condenação igualmente clara do dramático massacre de civis, especialmente de crianças, em Gaza, reafirmando a proposta de dois povos, dois estados. Durante anos, apenas alguns de nós conseguiram falar sobre os direitos do povo palestiniano. E confrontados, infelizmente, com uma sucessão de massacres contínuos de trabalhadores pobres, deixamos de discutir se as leis laborais são sim ou não, e abordamos a questão da segurança no emprego, levantando vigorosamente a questão da sua dignidade, através do salário mínimo e do direito para uma renda de sobrevivência digna. Nas próximas semanas seremos chamados a intervir sobre outra questão não menos estratégica: a possibilidade de os cidadãos escolherem os seus próprios representantes. Espera-se que o debate sobre o terceiro mandato (proposta com a qual concordo) possa ser uma oportunidade para contrariar a política populista de direita para a eleição directa do primeiro-ministro, e que, como disse ontem o secretário, uma Pode ser apresentada lei do PD que finalmente reintroduza as preferências para a escolha dos parlamentares. Uma forma de evitar que os parlamentares sejam nomeados pelos partidos e não escolhidos pelos territórios, mas também uma forma de reforçar a soberania do Parlamento. Não seria aceitável que a discussão interna no Partido Democrata continuasse condicionada pelas posições mais acaloradas contra as preferências, especialmente por parte daqueles que fizeram da derrogação do terceiro mandato parlamentar uma profissão de autorreferencialidade”.
Felipe Costa
Felipe Costa é um apaixonado pela cultura e natureza brasileira, com uma ampla experiência em jornalismo ambiental e cultural. Com uma carreira que abrange mais de uma década, Felipe já visitou todos os cantos do Brasil trazendo histórias e revelações inéditas sobre a natureza incrível e a rica cultura que compõem este país maravilhoso.