Pisa vence um golpe, Gênova três pontos de ouro em Verona, um estóico Bolonha vence Sassuolo

Verona-Génova 0-2
GOLS: 16º Vitinha, 41º Ostigard.
VERONA (3-5-2): Montipo 5.5; Nelson 6, Edmundsson 5,5, Valentini 6; Oyegoke 5,5 (1º Belghali 5), Akpa Akpro 6,5, Gagliardini 6, Harroui 5,5 (20º Suslov 5), Frese 6 (35º Sarr sv); Bowie 5.5, Orban 5 (41º Mosquera sv). No banco: Perilli, Toniolo, Lirola, Niasse, Isaac, Fallou, De Battisti, Al Musrati. Técnico: Sammarco 5.5.
GÊNOVA (3-5-2): Bijlow 6; Marcandalli 6, Ostigard 7,5, Vásquez 6,5; Ellertsson 6, Malinovskyi 6 (26º Amorin 6), Frendrup 6,5, Messias 6 (33º Martin 7), Sabelli 5,5 (14º Norton-Cuffy 6); Colombo 5,5 (34º Ekhator sv), Ekuban 5,5 (14º Vitinha 7). No banco: Leali, Sommariva, Baldanzi, Zatterstrom, Otoa, Cornet, Lafont. Técnico: De Rossi 6,5.
ÁRBITRO: Marchetti di Ostia 6.
NOTAS: Dia claro, terreno em bom estado. Reservado: Oyegoke, Akpa Akpro, Vitinha. Cantos: 4-2. Tempo de recuperação: 2′, 4′.
VERONA – Grande jogada de poupança para o Génova. Os comandados de Daniele De Rossi vencem o Hellas Verona por 2 a 0 no Bentegodi, em jogo válido pela vigésima nona rodada da Série A 2025/2026: decidem os gols de Vitinha e Ostigard. Grande início de jogo da equipa da casa, que logo aos 3′ acertou no poste na sequência de um remate cruzado de Akpa Akpro. A resposta dos rossoblù não demorou a chegar, pois aos 8 minutos Ekuban tentou aproveitar a assistência de Vasquez para chutar com o pé esquerdo, mas Montipò bloqueou a bola sem problemas. Depois de um início animado, as duas equipas abrandaram ligeiramente o ritmo de jogo, também devido a vários erros cometidos por ambos os lados. Aos 34 minutos, porém, Bowie acendeu repentinamente, virando-se e chutando em direção ao gol: Ostigard se opõe e frustra a ameaça. O Verona tenta se mostrar na zona ofensiva ainda no final do primeiro tempo, com um chute de Akpa Akpro que sai ao lado. As duas equipes, portanto, foram para o descanso com o placar de 0 a 0 ao final dos 2’ dos descontos.

No início da segunda parte o Génova fez uma boa jogada, mas terminou com uma conclusão demasiado fraca de Sabelli. O senhor De Rossi decide mudar alguma coisa introduzindo novas forças e o recém-entrado Vitinha retribui imediatamente a confiança do seu treinador: aos 61 minutos o atacante dispara um míssil de 30 metros que bate Montipò, que foi ridicularizado apesar de uma conclusão bastante central. O Hellas, portanto, tenta reagir para restabelecer o equilíbrio no placar, mas suas manobras ofensivas não são fundamentadas e incisivas. Suplentes como Belghali e Frese não conseguem dar choque nos Scaligeri e, de fato, perdem várias bolas favorecendo os contra-ataques adversários. Aos 86 minutos, Leo Ostigard, um dos melhores em campo, aproveitou cruzamento de Martin na cobrança de falta para fazer o 2 a 0 e garantir a segunda vitória consecutiva dos rossoblù, a primeira fora de casa em três meses. Com este resultado, o Gênova salta para 33 pontos na classificação, enquanto o Hellas Verona permanece em penúltimo lugar, com 18. Os Ligurianos receberão a Udinese nas Ferraris na sexta-feira; para os venezianos, porém, no próximo domingo haverá uma partida fora de casa, na New Balance Arena, contra o Atalanta.

Pisa-Cagliari 3-1
GOLS: 9′ pt Moreo (pen.), 7′ Caracciolo, 9′ Caracciolo, 22′ Pavoletti.
PISA (3-4-2-1): Nicolás 6; Calabresi 6,5 (1′ Albiol 6), Caracciolo 7,5, Canestrelli 6; Leris 6,5 (45′ st Touré sv), Marin 6 (16′ pt Hojholt 6,5), Aebischer 6, Angori 6; Moreo 7, Tramoni 7 (28º Akinsanmiro 6); Durosinmi 4.5. No banco: Semper, Luppichini, Bozhinov, Meister, Iling Junior, Coppola, Piccinini, Loyola, Stojilkovic. Treinador: Hiljemark 6.5.
CAGLIARI (3-5-2): Caprile 6,5; Zé Pedro 5 (31′ Albarracin 6), Dossena 5,5, Mina 6 (1′ Zappa 5,5); Obert 5, Adopo 6 (1′ Pavoletti 6,5), Folorunsho 5,5, Sulemana 5, Palestra 5,5; Gaetano 5,5 (19′ Mazzitelli 6), Kilicsoy 5 (19′ Trepy 5,5). No banco: Sherri, Ciocci, Deiola, Rodriguez, Raterink, Liteta, Mendy, Sulev, Malfitano. Técnico: Pisacane 5.
ÁRBITRO: La Penna di Roma 6.
NOTAS: tarde clara; campo de jogo em boas condições. Expulso: aos 37 minutos Durosinmi, por conduta violenta; aos 36 minutos, St Obert, pelo segundo cartão amarelo. Reservado: Zé Pedro, Aebischer, Dossena. Escanteios: 5-1 para o Cagliari. Tempo de recuperação: 6′; 5′.

O Pisa venceu o Cagliari por 3 a 1, em casa, na 29ª rodada da Série A e conquistou a primeira vitória sob a gestão de Hiljemark. Jogo dominado pelos toscanos, apesar da inferioridade numérica a partir dos 37 minutos, devido ao cartão vermelho acenado por La Penna a Durosinmi. O sexto gol de Moreo no campeonato dá o pontapé inicial (aos 9 minutos, de pênalti) com os nerazzurri conseguindo manter a liderança até o intervalo. À saída do balneário, Caracciolo, entre os minutos 52 e 54, aproveitou a amnésia da defesa sarda para colocar os donos da casa no 3-0. Pavoletti diminui a vantagem aos 67 minutos, mas o momento negativo do Cagliari continua, também então reduzido a 10 homens e sem vencer (agora) há seis jogos. Os comandados de Pisacane continuam na 15ª posição com 30 pontos, +6 acima da zona de rebaixamento. A salvação continua difícil para o Pisa, agora com 18 pontos e -7 atrás da Fiorentina (penúltima). O clube toscano conquistou a segunda vitória da temporada depois da conquistada, novamente na Arena Garibaldi, contra o Cremonese, no último dia 7 de novembro. No dia seguinte, Cagliari receberá o Napoli (20 de março, às 18h30), enquanto Pisa voará para Como (22 de março, às 12h30).

Na segunda parte, o Cagliari manteve-se estéril na fase ofensiva e foi o Pisa quem marcou o segundo golo aos 52 minutos com Caracciolo, capaz de vencer Caprile ao receber um passe involuntário de Folorunsho. Os sardos saem da partida e voltam a sofrer um hat-trick de Caracciolo, que aos 54 minutos marca dois gols em escanteio de Tramoni. A equipa de Pisacane tenta juntar as peças segurando Pavoletti, que aos 67 minutos passa entre Caracciolo e Canestrelli e faz o 3-1. As tentativas de recuperação do Cagliari foram frustradas aos 81 minutos, com a expulsão de Obert por segundo cartão amarelo.

Sassuolo-Bolonha 0-1
GOLS: 6′ ponto Dallinga.
SASSUOLO (4-3-3): Muric 6; Walukiewicz 5,5, Idzes 5,5, Muharemovic 6,5, Garcia 6 (30′ do Doig 6); Thorstvedt 6, Matic 5,5 (14′ Volpato 6), Konè 5,5 (30′ Vranckx 6); Berardi 5,5 (41′ St Bakola sv), Pinamonti 5,5 (14′ Nzola 6), Laurientè 6. No banco: Turati, Satalino, Zacchi, Felipe, Romagna, Coulibaly, Iannoni, Lipani, Moro. Técnico: Grosso 5.5.
BOLONHA (4-2-3-1): Skorupski 6; De Silvestri 6 (29′ pt Zortea 6), Vitik 6,5, Lucumi 6, Miranda 6,5; Moro 6 (19’st Freuler 6), Sohm 6.5 (38’st Pobega sv); Orsolini 6, Odgaard 6,5 (38′ st Bernardeschi sv), Cambiaghi 6; Dallinga 7 (19’st Castro 6). No banco: Ravaglia, Pessina, João Mário, Casale, Heggem, Lykogiannis, Helland, Rowe, Dominguez. Treinador: Italiano 6.
ÁRBITRO: Bonacina di Lecco 6.5.
NOTAS: tarde clara, terreno em bom estado. Reservado: Dallinga, Nzola, Zortea. Cantos: 7-4. Tempo de recuperação: 2′, 7’+2.

No meio da partida da dupla copa contra a Roma, o Bologna levou para casa todos os despojos no clássico de Emilian contra o Sassuolo. No Estádio Mapei, o 1 a 0 final foi marcado por Dallinga, que marcou nos minutos iniciais. Depois de fazer um excelente primeiro tempo, o Bologna conseguiu administrar o resultado no segundo tempo, facilitado por um Sassuolo impreciso e pouco intenso. Porém, em termos de lesões, a tarde dos convidados não teve nenhuma sorte: além das saídas forçadas primeiro de De Silvestri e depois de Moro, no final também houve apreensão quanto ao estado de Skorupski. Diante do retorno da Liga Europa, Italiano optou por diversas mudanças na escalação: além de Orsolini e Odgaard, Dallinga foi o escolhido para inicialmente dar a Castro a chance de recuperar o fôlego. A jogada do treinador rossoblù revelou-se boa já aos 6 minutos. Aliás, graças a uma esplêndida viragem com o pé direito, o atacante holandês abriu imediatamente o marcador, marcando o seu segundo golo no campeonato. Os convidados não estão satisfeitos com o 1 a 0 e continuam pressionando em busca da dobradinha. A cobrança de falta de Moro aos 38 minutos, perto do canto superior, e as tentativas de Orsolini e Cambiaghi atestam o esforço ofensivo da equipe italiana.
Sassuolo, porém, só é perigoso aos 8 minutos, quando Skorupski é forçado a sujar as luvas no primeiro chute de pé direito de Pinamonti. Os neroverdi pouco ou nada fizeram ainda no início do segundo tempo: Grosso então tentou agitar, apresentando Nzola e Volpato. Este último foi imediatamente protagonista aos 62 minutos, desafiando Skorupski com um remate de ângulo fechado. A produção ofensiva do time da casa, porém, ficou limitada à chance de Volpato. Sassuolo nem aproveitou o problema muscular de Skorupski no final, nunca conseguindo rematar. Esta derrota distancia assim o Neroverdi da oitava posição, ocupada pelo Bolonha, agora a quatro pontos de distância. Os três pontos conquistados permitirão ao Italiano se preparar para o jogo de quinta-feira, no Olímpico, com maior serenidade, mesmo que a conta de lesões apresentada hoje seja muito elevada.

Felipe Costa