A Calábria caminha lenta e cheia de sofrimento, em meio às dificuldades deste período. Um cenário descrito pelas mil vozes dos relatórios económicos e sociais, pelos diagramas áridos e pelas percentagens severas que narram uma terra que desliza para o quadrante mais frágil do país, onde o choro dos últimos corre o risco de se transformar num lamento em massa. Primeiro a pandemia, depois a economia de guerra, finalmente os direitos: uma sequência de choques que estreitaram as margens e aumentaram o rio da pobreza. Há um aumento no número de residências onde se acumulam contas não pagas, parcelas pendentes e pagamentos diferidos. A dificuldade de quem tenta se manter à tona enquanto a água sobe é crescente.
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