“Em dezembro de 2023 registamos formalmente a nossa agenda com a qual solicitamos que a Câmara Municipal, o Presidente da Câmara e o Conselho discutiu a situação na Palestina e defender a paz e um cessar-fogo imediato, na sequência do que já aconteceu em muitas cidades italianas. Enquanto isso Realizaram-se duas câmaras municipais mas a nossa proposta não foi levada ao conhecimento da assembleia cívica“.
É o que lemos em nota divulgada pela Poder ao Povo, seção Catanzaro
“Bem. Nestas horas em Gaza o número de mortos ultrapassou os 28.000 (e não se sabe quantos milhares ainda podem estar enterrados nos escombros das casas bombardeadas) e entre estes 12.000 são crianças; quase todas as casas e infra-estruturas foram foram destruídos ou, em qualquer caso, inutilizados pelos bombardeamentos; centros de refugiados e hospitais da ONU foram deliberadamente atingidos, onde, além disso, faltavam medicamentos essenciais e até crianças foram forçadas a amputar sem anestesia. Apesar de tudo isto, em Catanzaro, os representantes do a vontade popular silencia.
Está em curso um genocídio na Palestina, enquanto o mundo inteiro clama sem trégua, como afirmou corajosamente a África do Sul ao pedir a condenação de Israel perante o Tribunal Internacional de Justiça. Tribunal Internacional de Justiça – historicamente muito cauteloso e prudente nos seus julgamentos – que teve de reconhecer em 26 de Janeiro que existem provas suficientes para avaliar a acusação de genocídio e que as operações militares de Israel causaram um enorme número de mortos e feridos, destruição maciça e deslocamento da população. Apesar de tudo isto, em Catanzaro os representantes da vontade popular silenciam.
Em última análise, o Presidente da Câmara, o Presidente da Câmara Municipal, o Conselho e o Conselho acreditam que na mais alta assembleia democrática da cidade, o destino dos palestinianos não merece qualquer palavra e não é digno de consideração igual ao destino dos resorts de praia ou dívidas fora do balanço. No entanto, eles apresentaram o festival do povo com grande alarde, com representantes institucionais exibindo o Keffiyeh palestino pelas ruas da cidade, dizendo-nos quanta solidariedade eles tinham com o povo do hemisfério sul! Simplesmente propaganda cínica! Quantas mortes ultrapassam o limiar da indignação? E isso de vergonha? Porque é que o Presidente da Câmara – que até mandou baixar a meio mastro a bandeira cívica pela morte de Berlusconi – não diz uma única palavra de condenação contra o enorme massacre de civis palestinianos, do Conselho e da Câmara Municipal? Acreditamos que este silêncio repetido é expressão de uma determinação precisa. Hoje, de facto, aqueles que nada dizem estão do lado dos massacres sionistas e são cúmplices dos seus crimes e dos crimes contra a humanidade que cometem. E silencia conscientemente sobre o regime de apartheid implementado por Israel contra os palestinianos, tal como denunciado pela Amnistia Internacional. Achámos que era correcto informar os cidadãos de Catanzaro sobre o que aconteceu e reiterar que há silêncio quando as crianças dormem, não quando morrem! E continuaremos a gritar a nossa indignação!”