Reggina, o valor agregado é Barilla. Será um desafio igual ao do Savoy

A vitória em Gelbison foi a melhor forma de Reggina se preparar para o confronto direto com o Savoia.
A nona vitória consecutiva projetou os Amaranths para o segundo lugar, no mesmo nível da equipe da Campânia e ainda -2 atrás do líder Nuova Igea Virtus.
Tendo alcançado a pilhagem total com o tempo quase acabando, encontrar um grande protagonista como Nino Barilla é mais uma injeção de confiança para uma equipe que está a todo vapor. No pênalti decisivo, aos 90 minutos, há um toque de boa sorte.
Porém, falar apenas em sorte seria inapropriado, pois o Reggina nunca perdeu o controle da partida e quando entendeu que as coisas poderiam ficar difíceis conseguiu com maturidade. Num campo pequeno, com um adversário em boa forma e várias ausências, nunca deu a impressão de estar em grandes dificuldades.
Nove vitórias consecutivas, com quinze gols marcados e um sofrido não são conquistadas por acaso. Para qualquer encouraçado depois de oito vitórias seria normal empatar uma partida como esta, embora o início de temporada desastroso coloque os Amaranths na posição de ter que vencer sempre ou quase sempre. O destino, porém, trouxe três pontos que na cabeça dos jogadores podem representar um sinal concreto de que o vento está a seu favor. Principalmente quando se materializam complicações que parecem querer consertar as coisas.
Havia dúvidas no ar sobre como e quando o capitão Barilla, após a lesão, poderia encontrar espaço em um time que estava voando. Demorou apenas alguns minutos depois de ele entrar em campo para que o destino desse ao seu canhoto a chance de cobrar um pênalti decisivo. A de um jogador que tem mais de 400 jogos entre as Séries A e B.
Para muitos, a mente foi para o chute de onze metros de Scafati na temporada passada, que não conseguiu marcar em uma partida potencialmente decisiva. O fato de desta vez ter ido parar dentro dá algo em troca a um jogador que tem a camisa Reggina como segunda pele e pode se tornar uma grande mais-valia como nas duas últimas temporadas.

Felipe Costa