Reggio e o novo conselho. O otimismo do prefeito choca com a realidade

A longa noite do Palazzo San Giorgio. Uma noite que durou mais de dois meses, que começou no passado dia 26 de outubro com o anúncio do autarca de que iria eliminar o concelho para fazer um novo que contribuísse para o renascimento da cidade. Na verdade, Falcomatà deslegitimou o conselho no cargo, mas está no meio do vau (como a cidade) para criar um novo. Porém, se olharmos para o outro lado da moeda, podemos encontrar um aspecto positivo, pois se diz que a noite traz conselhos. A esperança de todos em Reggio – há mais de dois meses – é que esta seja uma boa noite e que, juntamente com o julgamento, traga também o novo executivo para governar a cidade. Todos os dias, de facto, poderiam ser os dias certos para a nomeação dos novos conselheiros, os do “terceiro período” da Falcomatà, mas todos os dias passam em vão.

Sem outras novidades além dos vetos (e posições firmes) dos partidos que não dão luz verde aos desejos do prefeito Falcomatà (igualmente firme e resoluto em suas posições). Apesar da inércia na superfície, algo se move abaixo da superfície, porque o autarca terá confidenciado aos seus partidários que “o novo conselho é iminente, chegará em breve”. No entanto, ninguém sabe quanto tempo duram essas horas. E nós, como cantou Lucio Battisti, só descobriremos vivendo…
Portanto, enquanto os ponteiros do relógio político continuam a girar, não há notícias dignas de nota no Palazzo San Giorgio, onde cada corrente de ar se transforma numa tempestade. E onde na ausência de certezas o nervosismo é cortado em fatias.

Felipe Costa