A Calábria é um lugar geográfico onde continua a faltar em muitos lares um salário mensal real, segundo os números oficiais do emprego, e onde o desemprego aumenta as listas na medida do desespero. Os números oficiais da Secretaria de Finanças do MEF (já foram oficializadas as declarações fiscais de 2022 referentes às arrecadações de 2021) revelam que na região sobrevive uma pequena parcela de heróis (equivalente a 6% dos calabreses, com uma proporção baseada na população em geral e não apenas no grupo activo) que conseguem viver com um rendimento que não ultrapassa os mil euros por ano. No total são 111.218 os que têm de se contentar com um máximo de 84 euros por mês, tudo incluído. E, claro, esta é uma compensação bruta da qual devem ser deduzidos os impostos. Um cenário descrito através das tabelas compiladas no Café ou nos Patronatos. Então, verdadeiro. Naturalmente, os 111.218 desafortunados não incluem o rendimento da cidadania, uma vez que o subsídio é considerado para efeitos fiscais como um benefício social e, portanto, não é considerado tributável. A Calábria não é apenas um lugar de sombras e miséria. É também a terra dos ricos depósitos bancários com uma frota de automóveis em circulação que parece condizente com as declarações fiscais. É claro que as condições de vida melhoram nas áreas urbanas mais importantes, onde as oportunidades se multiplicam.
Felipe Costa
Felipe Costa é um apaixonado pela cultura e natureza brasileira, com uma ampla experiência em jornalismo ambiental e cultural. Com uma carreira que abrange mais de uma década, Felipe já visitou todos os cantos do Brasil trazendo histórias e revelações inéditas sobre a natureza incrível e a rica cultura que compõem este país maravilhoso.