Por um lado, há que preservar a sua alma comercial, por outro, a intenção de reconectar o porto ao resto da cidade, tornando-o parte da vida quotidiana do povo de Reggio. Uma árdua tarefa que a Autoridade do Sistema Portuário do Estreito tenta prosseguir, também através de uma análise cuidada da utilização dos espaços do terminal e de um planeamento cuidadoso que possa conciliar as duas posições. O presidente da ADSPS Ciccio Rizzo conhece bem o enorme esforço que a Autoridade é chamada a fazer, mas está igualmente convencido de que o caminho percorrido é o certo.
«Não sei se a cidade percebe o nosso esforço – diz Rizzo – digo que Reggio Calabria, depois de ter tomado consciência da sua orla marítima, deve também começar a tomar consciência do seu porto, começar a amá-lo e a compreendê-lo, então isso será um ponto de viragem. A manifestação de Vespucci em maio, por exemplo, demonstrou como o porto era protagonista não só de Reggio Calabria, mas de todo o Estreito de Messina. Pense em quando estará concluído o Museu do Mar, adjacente ao cais de Ponente que acolherá a indústria dos cruzeiros. O museu vai agregar centralidade cultural e turística e mudar a ideia de conceber o Estreito. O porto, porém, não pode ser apenas cultura e turismo, porque ao mesmo tempo também devem ser respeitadas as suas prerrogativas comerciais e de transporte.”
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