Rose, o deslizamento de terra em frente à escola primária: aumenta a polêmica sobre o não fechamento durante o alerta laranja

Momentos de medo em Rose, na zona de Cosentino, onde no início da tarde de ontem um deslizamento de terra, agravado pelo desabamento de um edifício perigoso, invadiu a Via S. Giovanni, mesmo em frente à entrada da escola primária do centro. Um episódio que, segundo os grupos de oposição “Liberi Cittadini” e “Per Crescere Insieme”, pode transformar-se numa tragédia. A área afetada é a mesma percorrida diariamente pelos ônibus escolares, famílias e funcionários da escola. Na verdade, apenas algumas horas antes, as crianças tinham chegado à escola, apesar do alerta meteorológico laranja emitido pela Proteção Civil da Região da Calábria. Vários municípios vizinhos ordenaram o encerramento preventivo de escolas; em Rose, porém, a administração optou por mantê-los abertos.

A postura dos grupos camarários é muito dura, falando de uma “escolha arriscada” e não de coragem. “Quando falamos da vida dos nossos filhos não podemos jogar”, escrevem numa nota, sublinhando como o acontecimento era “previsível” face às condições meteorológicas e à fragilidade da zona. Segundo relatos, o desabamento ocorreu no início da tarde, quando a estrada estava livre do trânsito escolar.

«Se tivesse acontecido de manhã, enquanto a Via S. Giovanni estava cheia de carros e crianças com mochilas aos ombros, hoje estaríamos a falar de outra coisa», dizem. Os grupos pedem agora “uma justificação pública clara e detalhada” do presidente da Câmara, enquanto autoridade máxima local de proteção civil, para a não adoção de uma medida de encerramento atempada. E levantam também questões sobre o departamento de Proteção Civil, apelando a uma maior atenção aos boletins e comunicados oficiais. A ordem de encerramento emitida para 13 de fevereiro de 2026 também está em análise, considerada tardia e insuficiente no que diz respeito à persistência do alerta laranja. “É como colocar a porta de aço depois de ser assaltado”, atacam. O episódio também chama a atenção para as condições dos edifícios antigos do centro histórico. O programa eleitoral, salienta a oposição, previa a demolição de casas inseguras para evitar situações semelhantes. “Conhecemos a fragilidade de um território complexo e antigo”, escrevem, convidando os cidadãos a exercerem a máxima cautela nos próximos dias. Para além das controvérsias políticas, um facto permanece: hoje estivemos à beira de uma tragédia. E quando está em causa a segurança das crianças, a comunidade exige respostas, responsabilidades e decisões preventivas capazes de colocar em primeiro lugar a protecção da segurança pública.

Felipe Costa