Falta menos de um mês para o festival de Sanremo, “aquele grande baile” da música italiana, como define o gênio Renzo Arbore, e os primeiros rumores e algumas polêmicas acaloradas já estão circulando. Mas a certa altura tudo se desligará magicamente e permanecerão: as músicas. As da lista de honra, os vencedores escolhidos pelo público e pela sala de imprensa, os que foram criticados pelas rádios porque são bordões fáceis que entram na cabeça e depois as músicas que farão história e se tornarão imortais, mas que não foram “coroadas”. E «Sanremo e a tabela da época (100 canções não coroadas pelo Festival que se tornaram imortais)» chegou às livrarias. Um volume precioso e bem documentado, assinado por Marco Rettani e Nico Donvito e enriquecido com fotos e capas que reúne e celebra 100 destas canções. Desde «Papaveri e Papere» em 1952 e «Musetto (La più bella sei tu)» em 1956 até ao poderoso «Tango» de Tananai em 2023 e a maravilha de «Volevo essere un duro» de Lucio Corsi em 2025. Acompanha este CD que reúne 16 sucessos como «Una lacrima sul viso», «Ma chefreddo fa», «Con te partirò» e «E dimmi che non voci die.”
«Sempre pensei que a verdadeira vitória de uma canção é conseguir ficar. Ficar nas memórias, nas feridas, nas alegrias, nas partidas, nos regressos” explica Marco Rettani, escritor, autor, compositor e produtor musical. Nico Donvito faz-lhe eco: «Cem canções, cem histórias. Fomos em busca das melodias mais populares e cantáveis, mas também das anedotas mais curiosas e especiais.” Na verdade, no livro não constam apenas as músicas, mas também e sobretudo os acontecimentos ocorridos dentro e fora do palco e 100 comentários de artistas, autores e profissionais.