A oposição recua. Ele anuncia que não participará da divisão do orçamento da gorjeta. E isto se traduz na intenção de levantar o muro do obstrucionismo no caminho da manobra dos 600 milhões.
Será preciso verificar na Câmara se a Frente Não manterá sua posição, visto que o caminho da lei será longo e a centro-direita diz ser certo que haverá negociação no último dia de votação. Até porque as posições do Partido Democrata, 5 Estrelas, Contracorrente e Sul chama Norte têm nuances diferentes na hipótese de negociar a utilização de um bolo no valor entre 50 e 100 milhões. Um fato permanece: para a oposição, ter mudado o nome da divisão de verbas para financiar as propostas dos deputados para os seus círculos eleitorais é apenas um blefe, uma operação cosmética.
Nos últimos dias, o governo ilustrou informalmente aos deputados de centro-direita a ideia de criar um contentor – o Fundo de Iniciativas Territoriais – para onde fluirão verbas, das quais 60/80% irão para os municípios próximos dos deputados e 20/40% para os órgãos eclesiásticos. As percentagens estão por definir mas o vereador Alessandro Dagnino antecipou que pelo menos 20% do orçamento total será leiloado com um concurso para premiar também os autarcas que não têm santos no céu, ou seja, deputados de referência da Ars. A maior parcela do Fit será atribuída com base em uma agenda que conterá as prioridades indicadas pelos deputados.
O orçamento inicial é de 50 milhões. E com isso, cada um dos 70 deputados receberia 714 mil para financiar suas propostas. Mas é provável que no momento da votação o governo coloque mais coisas em cima da mesa, numa tentativa de derrubar o muro do obstrucionismo. O orçamento pode chegar a 100 milhões, duplicando o erário de cada parlamentar. Assim, a oferta do centro-direita aos 27 membros da oposição seria um dote de 38 milhões.
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