Trinta anos sem Ayrton Senna, do Brasil à Itália as homenagens ao campeão de Fórmula 1 falecido em Ímola

Programas de TV, exposições, eventos esportivos e comemorações diversas lotarão este 1º de maio no Brasil pela homenagem a Ayrton Senna, 30 anos após sua morte no circuito de Ímola. Torcedores do tricampeão mundial de Fórmula 1, ídolo do país ao nível de Pelé, irão ao seu túmulo durante todo o dia em um cemitério de São Paulo, sua cidade natal, onde descansa desde 1994, enquanto estiver no circuito uma corrida a pé é organizada em Interlagos.
Nos últimos dias, multiplicaram-se na televisão local programas de homenagem ao homem que dá nome a muitas ruas do Brasil, enquanto uma exposição itinerante intitulada “Eu, Ayrton Senna da Silva – 30 anos” abre suas portas no Rio de Janeiro, após visitando diversas outras metrópoles brasileiras. Os visitantes podem ouvir a voz do piloto contando os momentos marcantes de sua vida e carreira por meio de inteligência artificial. Em Copacabana, haverá muito mais gente do que o normal tirando uma selfie em frente à estátua de bronze do piloto, retratado com os braços levantados enquanto agita uma bandeira brasileira.
Além das façanhas esportivas, o legado do campeão permanece através do Instituto Ayrton Senna, reconhecido em 2004 pela UNESCO por seus projetos educacionais voltados para crianças de bairros carentes. “Ayrton sempre disse que se você quisesse mudar as coisas, tinha que começar pela educação”, disse Viviane Senna, irmã de Ayrton e presidente do instituto, em vídeo recentemente postado nas redes sociais. Fundado seis meses após a morte do piloto, o instituto afirma ter beneficiado cerca de 36 milhões de estudantes em três mil cidades brasileiras.

Felipe Costa